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O Caso JAL Voo 1628

Em novembro de 1986 ocorreu um dos mais conhecidos casos ufológicos envolvendo aeronaves comerciais. O caso envolveu um cargueiro 747 da Japan Airlines que havia decolado de Paris em 16 de novembro, com destino à Tóquio, e transportava um carregamento de vinho. A rota prevista no plano de voo seria de Paris até Reykjavik, na Islândia, cruzando o Oceano Atlântico, passando pela Groenlândia e seguindo pelo Canadá até Anchorage, no Alasca. Depois cruzaria o Oceano Pacífico até Tóquio. A bordo do avião estavam o experiente Capitão Kenju Terauchi, o copiloto Takanori Tamefuji e o engenheiro de voo Yoshio Tsukuba.

O voo transcorreu normalmente até o dia 17, quando no final da tarde cruzou a fronteira do Canadá em aproximação a Anchorage. Por volta das 17 horas (hora local) houve o primeiro contato entre a aeronave e o Controle de Tráfego Aéreo de Anchorage. O Controle solicitou ao cargueiro uma curva de 15° para a esquerda, seguindo em direção à Talkeetna. Neste momento a aeronave se encontrava a 35 mil pés e viajava a uma velocidade de 600 mph.

Por volta das 17h11min, o comandante Terauchi observou uma estranha luz, aparentemente 2.000 pés abaixo e 30° à esquerda à frente de sua aeronave. Devido à coloração clara, de tonalidade âmbar, ele concluiu que tal objeto tratava-se de um jato militar americano que estaria nas proximidades de Eielson ou da Base Aérea de Elmendorf, que rotineiramente fazia patrulhas pela região. Ele não deu muita atenção ao fato e continuou o voo normalmente. Poucos minutos depois, Terauchi percebeu que a estranha luz aproximava-se rapidamente de sua posição. Ele percebeu que eram na verdade dois objetos luminosos que posicionaram-se logo à frente de seu avião. Eles eram intensamente luminosos a ponto de clarear toda a cabine e provocar uma sensação de calor na face dos tripulantes. Estes objetos posicionaram-se um acima do outro, voando próximos ao 747, com um movimento suave e em perfeita sincronia. Depois de aproximadamente 7 minutos, os objetos mudaram a formação para um voo lado a lado. Durante o nivelamento, o comandante Terauchi percebeu alguns detalhes na estrutura dos objetos. Havia algo semelhante a escapes na fuselagem, e durante determinadas manobras foram emitidas fagulhas ou luminescências semelhantes ao fogo, de tonalidade bem amarela.

Em seu depoimento, o copiloto descreveu algo semelhante. Ele descreveu os objetos como tendo brilho claro, da cor do salmão, com luzes externas nas cores vermelha ou laranja, e branca. Havia também uma pequena luz verde piscante. Estas luzes pareciam pulsar, pois ora estavam mais fortes, ora mais fracas, sucessivamente. Ambos os pilotos ressaltaram, em depoimentos posteriores, que os objetos voavam muito próximos um do outro, em perfeita sincronia.

O engenheiro de voo Tsukuba estava sentado logo atrás do copiloto e não tinha uma boa visão das luzes. Ele observou o objeto pela primeira vez através da janela L1, tendo o objeto na posição às 11 horas. Ele descreveu como um agrupamento de luzes de tonalidade branca ou âmbar.

Diante do insólito, o copiloto Tamefuji entrou em contato com o Controle de Tráfego Aéreo de Anchorage e relatou o episódio. Os operadores solicitaram aos pilotos informações sobre condições visuais, presença e altura de nuvens locais. Os pilotos do 747 relataram que havia apenas algumas poucas nuvens baixas cobrindo o topo das montanhas. Acima delas o céu era limpo e a visibilidade era total. Enquanto informavam ao controle sobre as condições visuais os estranhos objetos aceleraram rapidamente em direção à esquerda do avião. Os pilotos puderam então observar um objeto plano, de aparência pálida, voando paralelamente ao avião, na mesma altitude e aparentemente na mesma velocidade. Os dois objetos que acompanhavam o 747 estavam agora se dirigindo a este terceiro objeto.

Terauchi decidiu estabelecer a posição deste terceiro objeto através do radar de bordo. O radar de longo alcance não havia registrado nada de anormal. Já o radar meteorológico acusou a presença do objeto entre 7 e 8 milhas náuticas (13 a 15 km) de distância, exatamente na direção em que o objeto era observado. O comandante informou ao Controle em Anchorage que haviam captado o objeto no radar, indicando a distância e a posição do mesmo. Às 17h25min, o radar militar do Centro de Controle Operacional de Elmendorf detectou o estranho objeto.

Quando o avião encontrava-se próximo da cidade de Fairbanks ocorreu uma nova aproximação. Um gigantesco objeto aproximou-se rapidamente do cargueiro japonês. Os pilotos, assustados, solicitaram mudança de curso para 45° à direita. Pouco depois, ao sair da região de Talkeetna, na altitude de 31 mil pés, o objeto ainda acompanhava o avião.

Por volta das 17h40min, um avião da United Airlines decolou de Anchorage e seguiu em direção a Fairbanks. O Controle solicitou que o piloto desta aeronave tentasse localizar visualmente o estranho objeto nas proximidades do avião da JAL. O voo da United desviou um pouco sua rota para passar próximo ao avião da JAL, a fim de favorecer a observação, posicionando-se um pouco abaixo, numa altitude de 29 mil pés.

Quando o avião da United chegou próximo ao avião da JAL, o OVNI movimentou-se, afastando-se um pouco do cargueiro. Os pilotos da United solicitaram que os pilotos da JAL piscassem suas luzes para facilitar sua identificação. Quando as aeronaves encontravam-se a 12 milhas de distância uma da outra o estranho objeto desapareceu. Logo em seguida os pilotos da United localizaram o avião da JAL e não observaram a presença de qualquer objeto.

Poucos minutos depois, o Controle de Anchorage solicitou a uma aeronave militar que seguisse em direção à região, aproximando-se do voo da JAL na tentativa de localizar o estranho objeto. Por vários minutos os militares acompanharam o avião sem detectar nada de diferente. O avião da JAL seguiu até Anchorage, pousando no aeroporto local por volta das 18h20min.

Após o evento, a Federal Aviation Administration (FAA) conduziu uma investigação sobre o episódio, emitindo um relatório final em 5 de março do ano seguinte. A FAA, em seu relatório, afirmou que os radares captaram o avião da JAL e o reflexo do mesmo nas nuvens que estariam presentes no local. Tal tentativa de explicação foi rechaçada de imediato, pois as nuvens presentes não produziriam tal efeito, por estarem um pouco acima da cadeia de montanhas e bem abaixo do nível de voo do avião. Além disso, temos o registro de bordo do avião e o testemunho do objeto observado.

O caso Haroldo Westendorff

Em 05 de outubro de 1996, o empresário e piloto Haroldo Westendorff pilotava um monomotor Tupy (prefixo PT-NTH) sobre a Lagoa dos Patos, nas proximidades da cidade de São José do Norte (RS).

Naquele dia o céu estava limpo e ensolarado, com nuvens esparsas permitindo um voo com muita visibilidade. Por volta das 10 da manhã o piloto estava a uma altitude de 1.800 metros, sobrevoando a região da Ilha de Saragonha, quando deparou-se com um com gigantesco objeto que sobrevoava a região. Segundo o piloto, o objeto teria o tamanho de um estádio de futebol e aproximadamente 50 metros de altura. Era de formato piramidal, com oito lados. Em cada um dos lados havia três domos salientes. O piloto acompanhou o estranho objeto por aproximadamente 12 minutos.

O objeto, que girava em torno de seu próprio eixo, seguia lentamente em direção ao mar. Um dos momentos mais marcantes da experiência foi quando abriu-se uma escotilha no alto do objeto, de onde saíram 3 objetos discoides. Os objetos saíram na posição vertical, inclinaram-se e desapareceram rapidamente. Neste instante, Haroldo manobrou o avião para visualizar o interior do objeto. Foi quando o objeto maior começou a emitir raios avermelhados, fazendo com que o piloto manobrasse e se afastasse uns 200 metros do objeto. Logo após, a nave começou a elevar-se em grande velocidade.

Durante o contato, o piloto conversou com familiares, relatando o evento, e com a sala de controle da Infraero, no aeroporto de Pelotas (RS). Airton Mendes da Silva, Jorge Renato Dutra e Gilberto Martins puderam confirmar visualmente o objeto. O piloto também comunicou-se com o CINDACTA 2, em Curitiba (PR), relatando o evento e solicitando informações. Os operadores no CINDACTA negaram que o objeto estivesse sendo captado.

Haroldo Westendorff é piloto deste os anos 70, tendo brevê desde os 19 anos. Além disso, é bicampeão brasileiro de acrobacias.

O caso da Noite Oficial dos OVNIs

Em 19 de maio de 1986, 21 objetos voadores de formato esférico, alguns com mais de 100 metros de diâmetro, foram avistados, captados por radares da Força Aérea Brasileira e perseguidos por aeronaves civis e militares. Tais objetos interagiram com as aeronaves comerciais em manobras arrojadas, em clara demonstração de inteligência e superioridade. Num gesto impressionante, o então ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Otavio Moreira Lima, confirmou os fatos em coletiva de imprensa e colocou todos os envolvidos à disposição da mídia, num gesto de aparente abertura e reconhecimento do Fenômeno OVNI. Este episódio, que teve como palco principal os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ficou conhecido no meio ufológico como A Noite Oficial dos OVNIs.

Os avistamentos começaram por volta das 18h30min, na região de São José dos Campos (SP), quando o controlador de voo da torre do aeroporto da cidade, o então segundo sargento Sergio Mota da Silva, avistou dois objetos luminosos, que destacavam-se no firmamento. Estas luzes se concentravam 2000 m acima da cidade e próximas ao marcador externo da RWY 15, a aproximadamente 15 km da torre de controle do aeroporto. Observados ao binóculo, tais objetos apresentavam bordas definidas, com intensas cintilações multicoloridas na parte inferior. Cumprindo com procedimentos habituais de sua função, o controlador entrou em contato com outros controladores de voo em Brasília e São Paulo, que confirmaram a presença dos objetos em seus radares. Toda essa comunicação foi registrada em áudios que atualmente estão disponíveis no site do Arquivo Nacional e em nossa seção Gravações em Áudio.

“Às 18h30min observei um foco de luz sobre a cidade no setor NW do aeródromo e dois outros focos próximos ao marcador externo. Os focos aparentavam ser do tamanho da cabeça de um palito de fósforo, predominava a cor vermelha, mas houve mudanças para amarelo, verde e alaranjado. Estavam parados. A observação foi feita com binóculo e a olho nu. O céu apresentava-se claro com 2/8 de cirrus, a N/NE existia uma camada de névoa à baixa altura” – 2S QSS BCT Sergio Mota da Silva. [Trecho Transcrito de Documentos da Força Aérea Brasileira referentes ao caso].

Por volta das 19 horas, o Centro de Controle de Aproximação de São Paulo (órgão que controla e orienta as aeronaves dentro da área do terminal até o momento do pouso) e o Centro de Controle de Área (órgão que monitora aeronaves em voo nas aerovias sob sua jurisdição) também registraram, através de radar, três objetos voadores não identificados sobre a região de São José dos Campos (SP). Nesse mesmo horário, outro avistamento ocorria na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A estilista Sonia Grumbach, na época residente em um apartamento na Barra da Tijuca, observou durante 15 minutos um objeto voador luminoso que deslocava-se aos saltos e em grande velocidade sobre a cidade.

O avistamento dos UFOs sobre a região de São José dos Campos (SP) continuou. Tais objetos permaneceram imóveis durante longo tempo. Por volta das 19h40min, surgiram mais dois UFOs que também posicionaram-se acima dos primeiros, alinhados com o eixo da pista do aeroporto.

Neste momento, os radares do CINDACTA captavam aproximadamente 8 alvos não identificados em suas telas.

Por volta das 20h15min, o Centro de Controle de Área de Brasília (ACC – BS) informou ao Centro de Operações Militares (COpM) que o operador da Torre de Controle de São José dos Campos (TWR – SJ) havia avistado luzes se deslocando sobre a cidade. As luzes, embora com predominância da cor vermelha, apresentaram mudanças para o amarelo, verde e alaranjado. O operador da TWR SJ simultaneamente informa ao APP-SP, que confirma os contatos por radar na área de São José dos Campos. Durante este contato telefônico, o operador de São José dos Campos, Sargento Sérgio, testemunha e relata a aproximação de um destes objetos, que inicialmente pairava a 60 km de São José dos Campos (SP), depois deslocando-se em direção à Serra do Mar, passando a aproximadamente 20 km do aeroporto da cidade. Este objeto em particular deixou o controlador da torre local impressionado, devido ao seu brilho e à sua beleza. Ele era visualmente maior, com bordas definidas, apresentando cor vermelho-alaranjada. O operador do APP-SP confirma a presença de tal objeto no radar.

Coronel Oziris Silva
Alguns minutos mais tarde, por volta das 21h, um avião Xingu, prefixo PT-MBZ, aproximava-se para pouso na cidade de São José dos Campos (SP). A bordo da aeronave estava o Cel. Osiris Silva, que naquela ocasião deixava a presidência da Embraer para assumir a presidência da Petrobrás. Quando passavam próximo à cidade de Poços de Caldas, a 22 mil pés de altitude, foram surpreendidos por um chamado do CINDACTA I perguntando sobre possíveis contatos visuais com três alvos não identificados que apareciam nas telas de radar do Centro. Neste momento, Oziris Silva e seu copiloto, Acir Pereira, não avistaram nada de anormal nos céus de região, e por isso continuaram normalmente seu voo. Às 21h08min, ambos observaram um objeto luminoso estacionário, que de início parecia um astro normal, porém com uma forte luz amarelada tendendo para o vermelho. Ele aparentemente estava parado nas proximidades da radial 150 do VOR de São José dos Campos, o que coincidia com os relatos de testemunhas visuais anteriores e dados obtidos pelos radares. Intrigados com o avistamento, os pilotos foram autorizados a seguir em direção ao objeto na tentativa de identificá-lo. Contudo, não houve uma aproximação efetiva visual em relação ao UFO, que com o tempo foi esvanecendo, até desaparecer. Com o desaparecimento do objeto, os pilotos resolveram retomar o pouso em São José dos Campos.

“Dizem que foi um salto muito grande entre a presidência da Embraer e a presidência da Petrobrás, que subi tanto que cheguei a ver disco voador. Quando nos aproximamos de São José dos Campos, a bordo do avião Xingu PT-MBZ, Brasília pediu para observarmos alguns pontos que estavam sendo detectados pelo radar e que não estavam registrados como voos regulares dentro daquela área” – Coronel Osiris Silva.

O caso da Base Aérea do Bacacheri

Torre de controle do Aeroporto Bacacheri, em Curitiba (PR). O disco voador pousou em frente ao prédio.

 

Em 1977 um soldado de segunda classe que se encontrava de plantão avistou três estranhos objetos aproximando-se de um campo de futebol dentro da Aeronáutica. Um dos objetos, com forma de disco voador, desceu e dele saíram três seres humanoides trajando uma espécie de macacão escuro, permitindo que fossem visualizados apenas seus olhos. Os três foram em direção a um dos hangares onde se guardam aviões de pequeno porte e retiraram um avião Bandeirantes, puxando-o para fora. Cautelosos, observaram vários detalhes da carlinga do aparelho.

O soldado naturalmente ficou paralisado com a visão e, ainda meio sem ação, tentou chamar a atenção de algum outro soldado de plantão que estivesse próximo ao local, para que também servisse de testemunha, mas os seres foram rápidos, retirando-se do local em seguida, abandonando o avião fora do hangar.

Retornando ao objeto, levantaram voo e desapareceram noite adentro. Em seguida o soldado reparou que na grama do campo onde pousaram com seu estranho objeto existia uma marca circular queimada.

Na manhã seguinte, depois que relatou o incidente, o local do pouso e do hangar foi cercado por cordas de isolamento, e seguranças da Polícia da Aeronáutica, também conhecidos como PA, receberam ordens para ninguém se aproximar da área.

A grama foi imediatamente revirada, e oficiais superiores pediram ao soldado que sob hipótese alguma deveria mencionar o fato ocorrido naquela noite a qualquer pessoa. Porém, com o passar dos anos, o ex-soldado da Aeronáutica, participando de eventos do gênero, resolveu informar o ocorrido a grupos civis, quebrando seu silêncio, pois não achava justo que as pessoas ao seu redor não tivessem conhecimento do caso.

Adendo
Esta escola chamava-se Escola de Oficiais Especialistas e de Infantaria da Aeronáutica (EOEIG), mas foi extinta no ano de 1983 para dar lugar ao CINDACTA II, que funciona no local até os dias atuais.

O caso Barroso

Na madrugada de 3 de abril de 1976 ocorreu um dos mais impressionantes casos da Ufologia brasileira, quem sabe até mesmo da mundial. Nesta data, vários moradores da cidade de Quixadá, Ceará, testemunharam as evoluções de um objeto voador não identificado sobre a cidade. Para uma destas testemunhas, o caso significou muito mais que um simples avistamento, tão corriqueiro na região. Representou uma mudança radical na vida de um senhor que tinha uma saúde de ferro antes do contato e que pouco a pouco apresentou sintomas de algum tipo de síndrome ou doença desconhecida da medicina terrestre.

Os eventos daquele dia começaram por volta das 4h30min da manhã, quando atiradores do Tiro de Guerra 10016 encontravam-se em uma sessão de educação física ao ar livre. Todos observaram pasmos o surgimento de um grande objeto voador em forma de disco, que deslizava a poucos metros de altitude, emitindo intensa luz e totalmente silencioso. Os militares pensaram tratar-se de algum tipo de aparelho lançado da Barreira do Inferno, ou mesmo aparelhos governamentais lançados para realizar pesquisas na região.

Neste mesmo horário, em outro ponto da cidade, um senhor, chamado Luis Barroso Fernandes, preparava-se para ir ao sítio, situado a alguns quilômetros da cidade. Ele atrelou a charrete, despediu-se de sua esposa e seguiu viagem, ainda na escuridão da madrugada.

Após percorrer um trecho de alguns quilômetros, Barroso ouviu um zumbido semelhante ao de um enxame de abelhas. Ele olhou para trás, não viu nada e resolveu continuar sua viagem. Repentinamente, um objeto voador de aproximadamente 3 metros de diâmetro posicionou-se acima dele. Assustado, Barroso puxou as rédeas e parou para observar o estranho aparelho que lentamente descia à sua frente, a uns 30 metros de distância. Nesse momento, o animal andou para trás, aparentemente assustado com a presença do objeto. Repentinamente, o aparelho emite um facho de luz que atinge o animal e seu dono, que imediatamente ficam paralisados.

Do aparelho abriu-se uma porta, por onde saíram dois pequenos seres. Um deles segurava um objeto semelhante à uma lanterna, com a qual apontou e disparou um feixe de luz que atingiu Luis Barroso no rosto. Com isso, imediatamente Luis Barroso perdeu a consciência. Ao voltar a si, ele percebeu que estava distante do local onde havia parado a charrete. Sentia-se tonto, trêmulo e com um ardor no rosto. Sentia também dificuldades respiratórias e intensa dor de cabeça. O lado esquerdo de seu corpo encontrava-se avermelhado, além de sentir uma dificuldade em realizar movimentos para colocar a charrete em movimento.

Pouco depois, um vaqueiro passou pela região, percebeu que Luis Barroso não estava bem e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Ele pediu que o vaqueiro o levasse para casa, onde, ao chegar, narrou sua extraordinária experiência. Ainda sentindo-se mal em decorrência do contato, ele pediu à sua esposa que o levasse para ser examinado ao Dr. Antônio Moreira Magalhães, um dos mais conceituados médicos da cidade. Ele ouviu atentamente o relato de Luis Barroso e, embora não acreditasse em discos voadores na época, considerou que algo muito sério devia ter ocorrido ao sitiante, pois este tinha elevada credibilidade na cidade. Ele registrou todas as informações no prontuário de atendimento e receitou-lhe um antialérgico, um calmante e repouso absoluto.

Ao voltar para casa, Barroso continuou sentindo-se mal, com dores constantes pelo corpo. Seus olhos ardiam muito, e o lado esquerdo do seu corpo continuava avermelhado. Seu relato espalhou-se pela cidade, e várias pessoas foram à casa da testemunha para ouvir sua história em primeira mão. De alguma forma, as histórias sobre seu avistamento chegaram à capital do estado, Fortaleza, onde emissoras de rádio e jornais locais divulgaram o episódio. Com isso, ufólogos do Centro de Pesquisas Ufológicas de Fortaleza seguiram para a cidade, a fim de averiguar o fato. Os pesquisadores encontraram um Luis Barroso preocupado, que tentava esquivar-se de entrevistas e de fotografias, pedindo a todos que esquecessem seu caso. Mesmo visivelmente incomodados com a situação, a família de Barroso atendia a todos os curiosos com educação e respeito. Após algum tempo, a história esfriou na cidade, e aparentemente a vida de Barroso voltou ao normal.

Entretanto, a vida de Luis Barroso nunca mais seria a mesma. Poucos dias após o contato, seus cabelos ficaram grisalhos. Ele apresentou quadro de impotência, e em alguns momentos ficava aéreo. Ele sentia muita indisposição e lapsos de memória, causando apreensão em sua família. Diante disso, eles levaram Barroso para uma nova consulta com o Dr. Magalhães. Ele o atendeu e tentou tratar o protagonista do caso em vão. Nos dias seguintes, os sintomas se intensificaram, surpreendendo o experiente médico, que encaminhou o paciente para a capital, Fortaleza, onde poderia ser melhor atendido. Na ficha de encaminhamento, no prontuário do INPS, ele incluiu o relato de Luis Barroso, inclusive citando textualmente que ele “fora sequestrado por um disco voador”.

Em Fortaleza, ele foi atendido pelos médicos José Pelegrino Alves e Glaubo Lobo, com formação em Neurologia e Psiquiatria. Diante do prontuário, criticaram o conteúdo envolvendo o relato de Luis Barroso e o posicionamento do médico por ter acreditado na história e atribuíram o fato a um problema psíquico comum. No período que se seguiu, os médicos não conseguiram um diagnóstico claro e preciso e o encaminharam de volta a Quixadá sem poder resolver seu problema. Apenas receitaram que ele ficasse afastado do trabalho. Com a crescente piora de Barroso, os familiares decidiram interná-lo em um hospital psiquiátrico de Fortaleza, localizado na Avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Geraldo, onde foi atendido por 16 médicos especializados, que igualmente não conseguiram realizar um diagnóstico preciso.

O Centro de Pesquisas Ufológicas acompanhou o drama da família e o agravamento do quadro clínico de Luis Barroso. Os ufólogos do Centro entrevistaram pessoas ligadas ao caso e tentaram providenciar uma hipnose regressiva. Na época havia duas pessoas que poderiam realizar o procedimento: um padre jesuíta, que recusou-se a fazer hipnose em uma pessoa que teve contatos com discos voadores, e um dentista, que cobrou um alto preço, o qual o Centro não podia pagar. Sendo assim, não houve hipnose regressiva com Luis Barroso.

O Dr. Magalhães também passou a acompanhar a saúde de Luis Barroso Fernandes, prestando toda a ajuda possível no âmbito da Medicina, de acordo com suas condições. Assim ele pôde verificar o agravamento do quadro, com o acúmulo de água no organismo do paciente, o surgimento de edemas, a piora no lapso de memória e uma crescente perda na habilidade locomotora. Novas tentativas de esclarecer ou diagnosticar sua estranha doença foram realizadas sem que se chegasse a uma conclusão. Foram realizados eletroencefalograma, exames de urina, glicose, colesterol, entre outras análises clínicas que comprovaram que a saúde de Barroso era perfeita, à exceção de seu cérebro, que, de alguma forma, foi afetado de maneira anormal. Na melhor descrição possível, Barroso demonstrava uma regressão mental aparentemente irreversível. Com o tempo ele passou a agir como uma criança. Ao fim da vida, em 1993, ele pronunciava apenas três palavras: Mamãe, dá e medo. Esta última ele sempre falava quando alguém batia uma fotografia com flash, evidenciando algum tipo de trauma com luz forte ou intensa.

Luis Barroso Fernandes faleceu em 1º de abril de 1993. Na ocasião de sua morte, ele tinha a pele suave como a de um bebê.

Além dos efeitos fisiológicos observados em Luis Barroso Fernandes, houve outras confirmações diretas e indiretas de seu testemunho. O burro que puxava a carroça na madrugada em que o caso ocorreu também apresentou-se debilitado após a ocorrência. Por alguns dias ficou sem comer, mas recuperou-se após algum tempo.

Conforme pesquisas realizadas pelo Centro de Pesquisas Ufológicas de Fortaleza, outras pessoas testemunharam a presença de um OVNI nos céus de Quixadá. A experiência mais significativa envolveu duas pessoas: a estudante Francisca Rosete da Silva, 23 anos, e seu irmão Antônio Leudo da Silva, 12 anos. Ambos seguiam para a aula no Colégio Estadual de Quixadá. Pouco depois de terem saído de casa, eles observaram uma luz flutuante muito intensa no meio da mata. Da luz surgiu um raio que atingiu Francisca no rosto. Sentindo-se tonta, resolveu voltar para casa. Antônio ajudou a irmã, amparando-a pelo braço. Ao chegar na porta da casa, Francisca desmaiou, deixando atônitos seu pai e seu irmão. Ela foi levada pelo pai, Antônio Fernandes da Silva, para um hospital, onde foi atendida pelo enfermeiro de plantão. Este constatou que Francisca estava com os olhos inchados e tinha vários hematomas pelo corpo, além de arranhões produzidos por plantas da região. Segundo o Dr. Laércio de Castro, então diretor do hospital, Francisca “estava muito nervosa e com os olhos intumescidos, como se tivessem sido afetados por forte calor”.

O irmão de Francisca, Antônio Leudo, não apresentava feridas ou hematomas. Entretanto, apresentava processo traumático psicológico decorrente da experiência. “O que eu vi não quero ver nunca mais. Não era avião, não era helicóptero ou outra coisa conhecida. Era estranho e ameaçador”.

Outro caso envolveu o radialista José Sinval, locutor da Rádio Monólitos, que observou um objeto redondo, com luzes multicoloridas à sua volta, flutuando ao lado da pista de aterrissagem do campo de aviação de Quixadá. Já Gonçalo Costa e João Rosa de Almeida observaram um objeto semelhante entre as cidades de Quixadá e Jaburu.

Entrevista com Barroso
Ainda em condições normais de raciocínio, procuramos entrevistar Barroso, fazendo com que sentisse a necessidade da divulgação do caso, pois sabíamos que ele não havia sido o primeiro e não seria o último, podendo assim ajudar muito nos esclarecimentos futuros. Apesar de não querer mais ser molestado com este assunto, concordou, desde que não fossem tiradas fotografias.
Athayde – Barroso, você pode nos contar o que realmente aconteceu naquela manhã?
Barroso – Claro. Não queria mais falar sobre o assunto, pois a imprensa e outras pessoas não me deixam em paz. Mas lá vai: como já falei, eu seguia na minha charrete quando alguma coisa luminosa passou por cima de nós e parou na frente, descendo no asfalto.
Parecia ser apenas uma luz, mas depois que se apagou era algo como uma roda grande de trator ou como uma tartaruga mal acabada, cor de alumínio e silenciosa. Recebemos uma luz e ficamos totalmente parados, sem poder se movimentar, o animal e eu, claro. Abriu-se uma espécie de portinhola e apareceram dois seres de baixa estatura. Eram pessoas normais, embora com roupas esquisitas e uma espécie de lanterna na mão. Um deles clareou para nós e eu perdi os sentidos…
Athayde – Clareou como?
Barroso – Jogou outra luz no meu rosto. Era ofuscante e muito incomoda. Parecia que entrava na minha cabeça. Senti uma dor no fundo dos olhos…
Athayde – Você se lembra de ter sido levado para outro lugar após esse feixe de luz tê-lo atingido?
Barroso – Não lembro de nada. Depois que a luz me acertou, apaguei…
Athayde – Você ficou com o lado esquerdo do corpo todo vermelho. Acha que foi alguma queimadura ou coisa parecida?
Barroso – Não sei. Só percebi que estava com um lado vermelho quando o vaqueiro me disse.
Athayde – E a tontura e as dores no corpo, você já voltou sentindo?
Barroso – Quando fui encontrado pelo vaqueiro, estava aéreo e não sabia que local era aquele, meus olhos ardiam, sentia dores esquisitas e tremia. Um calor muito grande se apoderou de mim. Tive medo. Pensei que ia morrer naquela estrada e sem ver minha família.
Athayde – Você se lembra de alguma coisa que possam ter feito com você depois de receber o segundo foco de luz?
Barroso – Não. Nada. Parece que morri e acho que morri mesmo…
Athayde – E agora, lembra-se de algo?
Barroso – Não. Até parece que nada aconteceu, pois não consigo me lembrar das coisas até o momento em que voltei a mim, na estrada. Lembro-me apenas que recebi o foco de luz, mas depois nada mais…
Athayde – Existe um meio de fazermos você se lembrar utilizando a hipnose regressiva. É difícil encontrarmos alguém que a faça, mas podemos tentar conseguir. Você aceita?
Barroso – Não sei. Tenho que consultar meu médico e minha família. Esse negócio pode prejudicar ainda mais a minha situação. É melhor deixarmos como está… Não sinto mais tanta coisa assim.
Athayde – E essas sensações de tontura que você ainda tem, o fato de seu cabelo ter ficado grisalho tão rapidamente, os outros sintomas…
Barroso – Tudo vai passar, você vai ver…
Athayde – Você já tinha visto alguma coisa diferente no céu?
Barroso – Não. Nunca pensei nisso, embora tomasse conhecimento de que alguém avistava luzes por aqui. Não acreditava nessas coisas. Foi azar…
Por Reginaldo de Athayde (Baseado no livro: ETs, Santos e Demônios na Terra do Sol, de autoria de Reginaldo de Athayde, pesquisador original do caso).

O caso Sagrada Família

Um exemplo de exceção à regra é um caso clássico da casuística ufológica brasileira e que envolve um ser descrito como ciclope, do clássico Caso Sagrada Família, ocorrido em 28 de agosto de 1963, no bairro de mesmo nome da cidade de Belo Horizonte (MG). Nesta ocorrência, os meninos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal estavam no quintal de casa quando um UFO esférico e transparente ficou flutuando sobre o local. Devido à sua transparência, era possível se ver quatro alienígenas no interior da nave, que eram bastante parecidos conosco se não fosse um detalhe curioso: em vez de dois olhos, tinham um único olho no meio da testa. Subitamente, o objeto lançou dois feixes de luz amarela para baixo, formando duas colunas de luz, através da quais desceu um dos alienígenas flutuando lentamente. Houve uma tentativa de contato através de gestos e palavras inteligíveis e, ainda, um dos meninos tentou jogar uma pedra no ser. No entanto, um feixe de luz projetado pela criatura impediu que esse ato de agressão fosse concluído. E o extraterrestre permaneceu lá, diante dos três meninos, falando sem parar num idioma totalmente incompreensível.

Neste momento, os garotos puderam observar bem o alienígena, que tinha um único olho no meio da testa, grande, escuro, sem a parte branca [Esclera] e na base do nariz. Havia um risco que parecia ser a pupila, que se destacava por ser mais escuro e, sobre o olho, uma mancha que parecia ser a sobrancelha. O rosto era todo vermelho e foi possível perceber alguns dentes, conforme o alienígena abria a boca enquanto falava o estranho idioma. Ele tinha a cabeça envolta num capacete redondo e transparente, através do qual seu rosto era bem visível. Já a roupa que o alienígena usava era marrom até a cintura, branca até os joelhos e depois preta, como se fosse uma espécie de bota. Suas vestimentas pareciam feitas de couro ou algo similar, e tinham várias rugas nas partes correspondentes aos membros e tórax. Os meninos ainda notaram que havia uma caixa grudada nas costas da criatura, que era cor de cobre. Depois de alguns instantes, ele voltou para o interior do UFO e este, por sua vez, foi embora.

O caso Hermínio e Bianca

Um exemplo de exceção à regra é um caso clássico da casuística ufológica brasileira e que envolve um ser descrito como ciclope, do clássico Caso Sagrada Família, ocorrido em 28 de agosto de 1963, no bairro de mesmo nome da cidade de Belo Horizonte (MG). Nesta ocorrência, os meninos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal estavam no quintal de casa quando um UFO esférico e transparente ficou flutuando sobre o local. Devido à sua transparência, era possível se ver quatro alienígenas no interior da nave, que eram bastante parecidos conosco se não fosse um detalhe curioso: em vez de dois olhos, tinham um único olho no meio da testa. Subitamente, o objeto lançou dois feixes de luz amarela para baixo, formando duas colunas de luz, através da quais desceu um dos alienígenas flutuando lentamente. Houve uma tentativa de contato através de gestos e palavras inteligíveis e, ainda, um dos meninos tentou jogar uma pedra no ser. No entanto, um feixe de luz projetado pela criatura impediu que esse ato de agressão fosse concluído. E o extraterrestre permaneceu lá, diante dos três meninos, falando sem parar num idioma totalmente incompreensível.

Neste momento, os garotos puderam observar bem o alienígena, que tinha um único olho no meio da testa, grande, escuro, sem a parte branca [Esclera] e na base do nariz. Havia um risco que parecia ser a pupila, que se destacava por ser mais escuro e, sobre o olho, uma mancha que parecia ser a sobrancelha. O rosto era todo vermelho e foi possível perceber alguns dentes, conforme o alienígena abria a boca enquanto falava o estranho idioma. Ele tinha a cabeça envolta num capacete redondo e transparente, através do qual seu rosto era bem visível. Já a roupa que o alienígena usava era marrom até a cintura, branca até os joelhos e depois preta, como se fosse uma espécie de bota. Suas vestimentas pareciam feitas de couro ou algo similar, e tinham várias rugas nas partes correspondentes aos membros e tórax. Os meninos ainda notaram que havia uma caixa grudada nas costas da criatura, que era cor de cobre. Depois de alguns instantes, ele voltou para o interior do UFO e este, por sua vez, foi embora.

O caso Elias Seixas

Um exemplo de exceção à regra é um caso clássico da casuística ufológica brasileira e que envolve um ser descrito como ciclope, do clássico Caso Sagrada Família, ocorrido em 28 de agosto de 1963, no bairro de mesmo nome da cidade de Belo Horizonte (MG). Nesta ocorrência, os meninos Fernando, Ronaldo e José Marcos Gomes Vidal estavam no quintal de casa quando um UFO esférico e transparente ficou flutuando sobre o local. Devido à sua transparência, era possível se ver quatro alienígenas no interior da nave, que eram bastante parecidos conosco se não fosse um detalhe curioso: em vez de dois olhos, tinham um único olho no meio da testa. Subitamente, o objeto lançou dois feixes de luz amarela para baixo, formando duas colunas de luz, através da quais desceu um dos alienígenas flutuando lentamente. Houve uma tentativa de contato através de gestos e palavras inteligíveis e, ainda, um dos meninos tentou jogar uma pedra no ser. No entanto, um feixe de luz projetado pela criatura impediu que esse ato de agressão fosse concluído. E o extraterrestre permaneceu lá, diante dos três meninos, falando sem parar num idioma totalmente incompreensível.

Neste momento, os garotos puderam observar bem o alienígena, que tinha um único olho no meio da testa, grande, escuro, sem a parte branca [Esclera] e na base do nariz. Havia um risco que parecia ser a pupila, que se destacava por ser mais escuro e, sobre o olho, uma mancha que parecia ser a sobrancelha. O rosto era todo vermelho e foi possível perceber alguns dentes, conforme o alienígena abria a boca enquanto falava o estranho idioma. Ele tinha a cabeça envolta num capacete redondo e transparente, através do qual seu rosto era bem visível. Já a roupa que o alienígena usava era marrom até a cintura, branca até os joelhos e depois preta, como se fosse uma espécie de bota. Suas vestimentas pareciam feitas de couro ou algo similar, e tinham várias rugas nas partes correspondentes aos membros e tórax. Os meninos ainda notaram que havia uma caixa grudada nas costas da criatura, que era cor de cobre. Depois de alguns instantes, ele voltou para o interior do UFO e este, por sua vez, foi embora.

O caso Travis Walton

O filme Fogo no Céu baseou-se no estranho caso do americano Travis Walton.
Poucos casos de abdução geraram tanta controvérsia quanto o de Travis Walton no dia 5 de novembro de 1975, numa remota área do Arizona, nos EUA.
Travis Walton, na época com 22 anos, trabalhava como cortador de madeira juntamente com um grupo na Floresta Nacional de Apache-Sitgreaves, localizado ao lados das altas montanhas de Heber.
O líder do grupo, Mike Rogers, tinha sido contratado pelo Serviço Americano de Florestas para cortar 1.277 acres de arbustos em Turkey Springs. Além de Walton e Rogers, o grupo era composto por Ken Peterson, John Goulette, Steve Pierce, Allen Dalis e Dwayne Smith. Todos eram bem jovens, na faixa de 17 a 28 anos, e viviam em Snowflake, pequena cidade de Mormon.
O caso ocorreu, segundo depoimentos do próprio Walton, da seguinte maneira:
Eles trabalharam até as 18 horas quando começava a escurecer.
Dez minutos depois, os exaustos trabalhadores entraram na pick-up de Rogers e se dirigiram para sua cidade. Ele, Walton e Peterson, que não fumavam sentaram na frente.
Logo ele estava próximo do perímetro da luz que o objeto projetava no solo. Ele não percebeu à princípio que o objeto estava começando a emitir um som. Os homens na caminhonete ouviram uma espécie de “bip”. O UFO balançou em sua direção, aumentou o barulho e aí ele pôde ouvir.
De repente, um brilho apareceu atrás das árvores, a umas cem jardas deles. Enquanto a pick-up subia uma ladeira os homens ficaram em silêncio. Alguns metros à frente, a luz estava mais forte, mas ainda estava obstruída pelas árvores.
Então passaram por um local que não tinha árvores e puderam ver a fonte daquela luz. Era um objeto discóide muito brilhante, parado a 6 metros de altura de um pinheiro. Ele era dividido por linhas verticais escuras.
Roger estava parando a caminhonete quando Walton saltou do veículo e foi em direção do objeto. Mas tarde ele disse: “Repentinamente, fui atraído por aquele UFO e ter uma visão mais perto. Eu fiquei com medo dele voar embora e eu perder a chance da minha vida de ver um disco voador”.
Quando seus amigos viram o que ele estava fazendo gritaram para que voltasse. Walton parou por um momento, e depois continuou.
Walton se abaixou atrás de uma pedra e quando quis voltar para a caminhonete sentiu um impacto como se tivesse sido atingido por uma alta descarga elétrica que o acertou principalmente no peito e na cabeça, mas podia sentir em todo o seu corpo.
Seus amigos puderam ver um raio de luz azul acertar Travis. Ele foi jogado para o alto e caiu a 3 metros de distância.
Aterrorizados, seus colegas fugiram em disparada. Roger estava dirigindo perigosamente sem saber se aquele objeto os estava seguindo. Quando já estava distante do local olhou para trás e viu que o UFO não estava mais lá. Um silêncio mortal tomou conta de todos. Depois todos começaram a falar ao mesmo tempo. Peter e Roger disseram que eles deveriam voltar e pegar Walton, mas alguns rejeitaram a idéia. Alguns minutos depois eles estavam voltando ao local do incidente. Procuraram por vários lugares mas nada encontraram.
As autoridades ficaram sabendo do incidente depois das 19h30, quando um o delegado da Polícia de Navajo, Chuck Ellison recebeu um telefonema de Peter dizendo que um dos amigos dele havia sumido. Após se encontrar com o grupo e ouvir a sua estória, Chuck notificou o xerife Marlin Gillespie.
Por 5 dias Travis Walton ficou desaparecido. Até mesmo os seus amigos foram suspeitos de tê-lo assassinado e inventado toda a estória. Para “limpar” seus nomes eles passaram pelo detector de mentiras e todos passaram. Finalmente Walton reapareceu.
De acordo com Travis, ele foi abduzido pelo UFO e tinha encontrado pequenos seres com grandes cabeças à bordo do objeto.
Ele viu três seres vestindo roupas justas alaranjadas na sua frente.
“Eles eram pequenos, bem pequenos e tinham uma cabeça bem grande sem cabelos. Pareciam com fetos. Eles não tinham cílios ou sobrancelhas. Seus olhos eram bem grandes. Escuros, marrons. Eles tinham cinco dedos em cada mão”.
Travis se levantou e gritou com os seres. Ele os empurrou e percebeu que eles eram bem leves. Então ele pegou um tubo cilíndrico que parecia feito de vidro e tentou quebrar a parte de cima para poder ameaçar os seres, mas o objeto era inquebrável. Os seres faziam sinais de “não” ou “pare” para ele, e então saíram por uma porta atrás deles.
Ele correu por um corredor e entrou numa sala redonda, que tinha somente uma cadeira no seu centro. Aproximou-se dela para ver se havia alguém sentado; então a luz diminuía, ele se afastava e a luz aumentava. Ele não pôde dizer como as paredes e o teto ficavam transparentes e logo se viu cercado de estrelas.
Havia um painel cheio de botões e uma tela com linhas verticais. Travis apertou alguns deles, mas nada aconteceu. Ele sentou na cadeira e puxou o painel para junto de si. As linhas verticais de moveram e ele levou um susto. As estrelas pararam de se mover como se estivessem congeladas.
Travis saiu da sala e andou pelo corredor. De repente uma porta se abriu e ele viu um ser de uns 2 metros parecido com um humano vestindo um capacete transparente. O ser era musculoso, tinha cabelos cumpridos loiros e vestia uma roupa justa azul.
O ser se aproximou de Travis que ficou lhe fazendo várias perguntas. Ele achou que o homem não respondeu nada por causa do seu capacete e pensou que estavam indo para um lugar onde ele poderia tirar o capacete e conversar. Levado pelo braço, ele foi em direção a um corredor. Depois de perguntar onde estavam indo, sem obter resposta, eles chegaram a um lugar que tinha uma brisa fresca, que se parecia com um hangar.
Eles finalmente foram a outra sala, onde Travis viu uma mulher e dois homens sentados na sala. Eles estavam vestidos igual ao ser que o acompanhava e como ele tinham feições e corpo perfeitos. A mulher tinha um cabelo mais comprido do que o dos homens. Eles não usavam capacetes. Ele chegou a perguntar “onde diabos estava”. Os seres somente olharam para ele com uma expressão serena. O ser que estava de capacete sentou Travis numa cadeira e saiu da sala.
Travis continuava a falar, e a mulher e um dos homens pegaram seus braços e colocaram numa mesa próxima, mas ainda com aquela expressão de compaixão e serenidade. Viu que eles não iriam responder a nada e então começou a gritar com eles. A mulher pegou um objeto que parecia uma máscara de oxigênio e colocou no nariz e boca de Travis, que perdeu a consciência e só acordou quando estava deitado perto de uma rua em Heber.
Travis ainda pôde ver o objeto se distanciando quando ele acordou no meio da estrada. Depois ele correu até um posto de gasolina e telefonou para a irmã de sua ex-esposa, pedindo que alguém fosse pegá-lo.
Travis também foi examinado no detector de mentiras, mas nada conseguiram provar. O dr. Gene Rosenbaum afirmou que: “Este jovem não está mentindo… ele realmente acredita naquilo”.
Walton ficou muito surpreso ao saber que ficou sumido por cinco dias.

O caso Samael Aun Weor

O venerável mestre Samael Aun Weor, fundador e líder das instituições gnósticas contemporâneas, tinha especial interesse pelo tema Ufologia. Primeiro, porque Ele, Samael, era um habitante ?original? do planeta Marte, ou seja, o seu Ser Divino é proveniente do planeta vermelho. E em segundo lugar, Ele reconhecia que a evolução terrestre foi e ainda continua sendo fortemente influenciada pelas civilizações extraterrestres. O Mestre Samael, graças a seu altíssimo nível espiritual, mantinha contatos astrais e físicos com inúmeros alienígenas, e passaremos ao público essas experiências nos diversos posts aqui no Ufognose (termo criado pela equipe do GnosisOnline nos três Congressos Ufológicos do Grande ABC, em meados dos anos 1990, para diferenciar a visão gnóstica sobre a ufologia em relação às chamadas “ufologia científica” e ‘ufologia mística’). Vejamos uma das experiências de Samael Aun Weor com os extraterrestres:
Se me baseasse em meras elucubrações intelectuais, realmente não teria base para afirmar a tese dos mundos habitados por extraterrestres; se me baseasse unicamente em puras concepções intelectuais da Lógica Formal ou da Dialética argumentativa para enfatizar a ideia da possibilidade da existência dos extraterrestres, não passaria de uma teoria a mais, porém, na realidade tenho evidenciado existências dos extraterrestres, conheço-os pessoalmente, “em carne e osso”, e por isso não vejo inconveniente algum em dar testemunho. Se vocês creem, está bem; se aceitam, maravilhoso; se rejeitam é problema de vocês; em todo o caso, darei testemunho…

Um dia não importa qual, encontrando-me na cidade do México, visitei o “Deserto dos Leões’. Queria estar em paz, ainda que por apenas algumas horas; desejava entregar-me à mais serena das reflexões. De repente me senti atraído para um certo lugar do bosque; via ali um espaço entre o arvoredo, não sei porque me ocorreu dirigir-me pessoalmente ao lugar indicado; o certo foi que encontrei uma enorme nave cósmica, sobre um tripé de aço.
Obviamente, confesso que me senti completamente confundido, comovido; o que descobri me deixou absolutamente surpreso… Mas a questão não terminou aí: uma comporta metálica se abriu, e vi um chefe ou capitão; cumprimentei-o e ele respondeu-me em perfeito espanhol? “Buenos días”, lhe disse, e respondeu-me o Capitão: “Buenos días…” Entre a tripulação vi duas senhoras de idade avançada.
Que idades teriam? Não sei. Inquestionavelmente, teriam idades correspondentes a outros tempos, não ao nosso tempo terrestre… Falei ao capitão, dizendo: “Senhor, gostaria de conhecer o planeta Marte; meu próprio gérmen espiritual, Divino, está relacionado com aquele mundo do espaço infinito (minha Mônada, diríamos, falando ao estilo de Leibnitz, que tanto se ocupou das Mônadas)”…

O Capitão encarregado da nave, depois de uns minutos, tomou a palavra e perguntou: ‘A Marte?’ “Sim, gostaria de conhecer o planeta Marte, e que vocês me levassem; estou disposto a ir com vocês já, imediatamente; nada pode me reter no planeta Terra”. ‘Marte? Esse planeta fica logo ali; na verdade está muito próximo (me disse)”.
Mas, ao falar assim, compreendi que meu pedido, ou minha pretensão, havia sido demasiadamente pobre. Eu acreditava haver pedido algo muito grande, mas para que mentir? Meu pedido havia sido na verdade muito pobre… Por certas significações intuitivas, me deram a entender que aquela nave, que me havia parecido tão esplêndida, provinha de uma nave-mãe que havia ficado oculta em órbita da Terra?
Nosso sistema solar, conhecido como “Sistema Solar de ORS”, não era de modo algum desconhecido para aquele capitão, era apenas um dos tantos sistemas solares do inalterável Infinito? Indubitavelmente, encontrava-me ante viajantes intergalácticos, seres que viajam de galáxia em galáxia, indivíduos sábios e conscientes…
“Sou um escritor”, disse-lhes, “e gostaria de ser levado a outros mundos habitados, com o propósito de escrever e dar testemunho fiel à humanidade sobre a existência de outros mundos habitados…” “Sou um HOMEM!”, disse-lhe, “não um simples Animal Intelectual; o pedido que faço a vocês não é por mim, mas pela humanidade em geral. Gostaria de cooperar de alguma forma com a cultura geral do mundo onde vivo…”
Enfim, expus muitos conceitos, mas o capitão mantinha silêncio. Até me agarrei ao tripé de aço, com o propósito de não me desprender dali até que se resolvesse admitir-me dentro da nave e levar-me; mas tudo foi inútil, ele mantinha silêncio… Examinei aquele homem e toda a tripulação: personagens de uma cor de cobre, testa ampla, corpo esbelto, estatura de 1,20 metro, 1,30 ou 1,40, não mais que isso… A tripulação, por fim, sentou sobre uns troncos de madeira que havia no bosque. As mulheres eram duas anciãs veneráveis, e não pude fazer menos do que observar tão estranhas criaturas…

Não pude ver neles a perversidade terrestre. Pude notar cuidadosamente o sentido muito elevado da palavra; não usam descuidadamente a palavra como nós; falam pouco e dizem muito; para eles a palavra é ouro, ouro em pó; somente a usam em casos muito indispensáveis…
Não vi neles cara de assassinos, como as nossas, os terráqueos; tampouco certo aspecto maquiavélico com o qual tanto se adornam certas filmagens; nessas estranhas criaturas somente brilhavam a sabedoria, o amor e o poder; são homens, mas homens de verdade, no sentido mais completo da palavra.
Nenhum deles quis me raptar, ao contrário, lutei demasiado, pedindo-lhes que me levassem; estou seguro de que, se me tivessem concedido tal pedido, de modo algum teriam feito de mim uma “cobaia de laboratório”.
Nós, terráqueos, somos outra coisa: se conseguíssemos capturar um extraterrestre, com certeza este iria para um laboratório, e, quanto à nave, a confiscaríamos e, usando-a como modelo, poderíamos construir muitas outras para bombardear cidades indefesas, conquistar outros mundos à força e fazer diabruras; porque nós, os terráqueos, começando por mim, somos na verdade terrivelmente perversos, essa é a crua realidade dos fatos! De modo algum venho “lavar minhas mãos’ diante de vocês, dizer-lhes que sou “uma ovelha mansa”.
Não, somos todos “cortados pela mesma tesoura”; os defeitos que tenho, vocês também os têm, e vice-versa… Assim, asseguro-lhes que o testemunho que dou sobre aqueles seres é sincero, realmente sincero; não tento de modo algum deformar o testemunho, deformar a verdade.

Por fim, com os tripulantes sentados sobre os troncos de madeira que havia no lugar, uma das mulheres colocou-se de pé e, falando em nome de toda a tripulação, disse: “Se colocamos uma planta que não é aromática junto a outra que o é, a que não é aromática se impregna com o aroma da que é aromática…”
E prosseguiu: “O mesmo acontece nos mundos habitados: mundos que no passado andavam mal, humanidades perversas, pouco a pouco foram se transformando com o aroma, com a vibração dos mundos vizinhos; mas nós, como você vê, acabamos de chegar aqui, a este planeta Terra, e não vemos acontecer o mesmo. Que se passa neste planeta?”
Bem, a pergunta que me haviam feito fora tremenda e eu devia, portanto, dar uma resposta de alta qualidade… Sem refletir muito, mas, isso sim, cuidando muito bem da palavra, disse: ?Este planeta é um equívoco dos Deuses?? Mas logo completei, enriquecendo o conceito o melhor que pude, para dizer: “Este é o Carma dos Mundos” (a palavra Carma significa Causa e Efeito, a tal causa corresponde a tal efeito).
A Terra tem causas que a trouxeram à existência e, se essas causas são mais ou menos equivocadas, os efeitos têm de ser equivocados? Ao dizer ‘Este é o Carma dos mundos”, vi com grande assombro que a anciã que falara assentiu, inclinando com a cabeça, com uma reverência respeitosa; não disse nada, mas simplesmente assentiu. A outra senhora também fez uma vênia respeitosa, e todos da tripulação, em genuflexão moderada, concordaram.
Pensei que iam me puxar as orelhas, pois era terrível dar uma resposta a pessoas que viajam de galáxia em galáxia, um pobre-diabo como eu; mas minha resposta resultou, funcionou e isso me alegrou… Claro, resolvi tirar o melhor partido daquele assentimento. Disse a mim mesmo: “Bem, este é o momento”. Reiterei meu pedido de ser levado a outro planeta do espaço infinito para dar testemunho às pessoas sobre a realidade dos mundos habitados? ‘Sou escritor”, disse-lhes, “não é por mim, é pela humanidade; levem-me.”

De nada valeram os pedidos, o silêncio era terrível, por fim o capitão pronunciou uma frase, nada mais que uma, porque falam pouco e dizem muito, essas pessoas falam pouco e dizem muito, esses personagens pareciam realmente Deuses com corpos de homens (tinha essa impressão ao conversar com eles)… Obtive uma resposta, e é claro que fiquei satisfeito: “No Caminho iremos vendo”, disse o capitão. Nada mais, isso foi o que me disse, mas para mim foi muito definitivo.
Se um terráqueo tivesse me dito o mesmo, teria simplesmente considerado essas palavras como uma escapatória, evasiva; como quando alguém pede, por exemplo, um emprego, e lhe dizem: “Consideraremos quando houver uma vaga” (como que saísse correndo, a quinhentos quilômetros por hora); podemos estar seguros de termos fracassado na tentativa…
Mas estava falando com extraterrestres: “No caminho iremos vendo…” A qual caminho se referia aquele capitão? Ao caminho esotérico, iniciático, a uma senda que conduz ao super-homem, à senda “apertada, estreita e difícil”, da qual fala o Cristo; a esse caminho misterioso percorrido por um Dante, um Hermes Trimegisto ou um Jesus de Nazaré… Eu sigo esse caminho, portanto, as palavras daquele capitão me encheram de ânimo…
Deu-me sua mão (direita), subiu à nave por uma escada, e também a tripulação. Compreendi que devia me retirar, e assim fiz; não queria de modo algum que meu corpo se desintegrasse instantaneamente pela força daquela nave. Retirei-me, pude observar a certa distância através das árvores, o momento em que a nave decolou, subiu lentamente, até certa altura, e depois se precipitou no espaço infinito, sem fazer nenhum ruído…
Asseguro a vocês que estou dando um testemunho sobre seres que já conquistaram o espaço, sobre os extraterrestres. Vim aqui dizer-lhes a verdade, e nada mais que a verdade; não vim lhes dar falsos testemunhos, porque com isso nada ganharia, tampouco vocês; estaria enganando a mim mesmo e cometeria o crime absurdo de enganar meus semelhantes.
Estou lhes dando testemunho da verdade do que me consta sobre extraterrestres; se vocês creem, maravilhoso, e se não creem, não me importa; se rirem, não faço caso, de qualquer modo. “O que ri do que desconhece”, disse Victor Hugo numa de suas obras, “está a caminho de ser idiota.”
Eu dou meu testemunho, vocês verão.
(Samael Aun Weor)

O caso do Barney e Betty Hill

O caso desse casal de classe média americana é importante para os estudiosos de ufologia por se tratar da primeira vez em que se estuda profundamente uma inter-relação pessoal entre terrícolas e irmãos do cosmos. Este caso ocorreu nos Estados Unidos, com o casal Barney e Betty Hill, o qual seguia de carro, a passeio, para Portmouth, no dia 19 de setembro de 1961.

Pretendiam continuar viajando durante a noite, devido a um alerta do serviço meteorológico relativo à possibilidade de um furacão, pois desejavam estar em casa antes que este chegasse. Pararam em um pequeno restaurante em Colebrook, situado na região norte de New Hampshire, para fazer uma refeição rápida. Depois seguiram viagem, pois pretendiam estar em casa por volta de 02h30min.

Já ao sul de Lancaster, os dois começaram a observar um objeto que brilhava muito no céu. O aparelho parecia acompanhar o trajeto do carro. Os Hill pararam o automóvel e observaram o UFO através de um binóculo.

Tratava-se de uma nave enorme, de forma discóide, a poucas centenas de metros do solo, apresentando uma cúpula giratória. Betty pôde notar claramente uma fileira dupla do que pareciam ser janelas. Tanto ela como seu marido tiveram a chance de observar através das janelas vários ocupantes do aparelho. Através do binóculo, Barney conseguia ver que alguns dos tripulantes da nave pareciam manejar uma espécie de painel de controle, enquanto o objeto descia lentamente.

Quando a nave pousou, Barney estava fora do carro, enquanto Betty, gritando, insistia para que ele retomasse ao carro. Porém seu marido parecia estar hipnotizado pelos olhos de um dos tripulantes do objeto. Sentiu que estava prestes a ser capturado, correu para o carro, Betty deu partida, mas logo em seguida o casal ouviu um estranho som eletrônico, e os dois foram prontamente envolvidos por um estado de sonolência repentina.

Tudo que aconteceu em seguida ficou bloqueado em suas mentes. Apenas se recordavam de que ouviram um outro som estranho e estavam viajando novamente pela estrada. Só tempos depois é que a amnésia começou a incomodá-los, e procuraram ajuda médica. Haviam perdido aproximadamente duas horas transcorridas naquela noite, das quais nada conseguiam se lembrar.

Após sucessivas hipnoses regressivas, realizadas separadamente com Betty e Barney Hili, o doutor Benjamim Simon, um psiquiatra de renome, pôde reconstituir passo a passo os acontecimentos vividos pelo casal. Ambos tinham sido levados para dentro da nave pelos seres, que pareciam usar uniformes.

Barney notou que a criatura que parecia comandar a nave, o único que aparentemente sabia falar inglês, usava um cachecol preto no pescoço, que caía sobre o ombro esquerdo. Segundo o casal, o traço que mais os diferenciava dos humanos da Terra eram os olhos.

Os seres ficaram surpresos quando não conseguiram remover os dentes de Betty, ao contrário do que tinham conseguido com Barney, já que este usava dentadura. Introduziram uma agulha no umbigo de Betty, sendo explicado para ela que se tratava de um teste de gravidez, com uma técnica semelhante que seria utilizada na Terra anos mais tarde, na década de 70. Quando a agulha foi introduzida, a contatada sentiu dor, que foi remediada imediatamente com o toque de uma das mãos do líder na cabeça de Betty.

Além do comandante (líder) e do “médico”, existiam aparentemente dentro da nave mais nove seres. Todos de baixa estatura. Seus corpos pareciam desproporcionais, apresentando um tórax grande, com braços mais compridos. Seus rostos eram planos, apresentando olhos muito grandes. Seu nariz era muito pequeno e a boca não passava de uma fenda. Segundo Betty, o líder e o “examinador” eram diferentes: mais altos, apresentando ainda uma cor de pele diferente. O que mais chamava atenção na tripulação da nave, entretanto, eram os olhos, diferentes de tudo que os Hill tinham visto até aquele momento.

Muito interessante é também a história do mapa estelar observado por Betty Hill dentro da nave. A contatada perguntou ao líder de onde eles eram, afirmando que já sabia que não eram da Terra. Nesse estágio da experiência. Betty observa um mapa retangular, que media em seu eixo maior cerca de 120cm.

Existiam várias linhas ligando as estrelas. Segundo foi explicado para Betty as linhas duplas significavam rotas comerciais, as linhas individuais correlacionavam estrelas que eram visitadas ocasionalmente, e as pontilhadas eram expedições. O líder perguntou se Betty sabia onde estava o nosso sistema no mapa. A contatada respondeu que não. Pouco tempo depois o casal era levado para fora da nave, de onde puderam observar a partida do UFO.

Durante as sessões de hipnose a senhora Hill conseguiu desenhar o referido mapa. De início não foi encontrado qualquer padrão comum entre o mesmo e nossas cartas celestes. Coube a uma astrônoma amadora, a professora Majorie Fish, a identificação das estrelas que apareciam no mapa. Inicialmente, apesar de muitas tentativas, a astrônoma não conseguiu também resultados positivos, mas com o passar dos anos, e a divulgação de novas cartas celestes, que traziam dados mais precisos, relativos às distâncias entre algumas estrelas das nossas vizinhanças cósmicas, foi finalmente encontrado um padrão exatamente igual.

Quando Fish tomou apenas as estrelas próximas de nosso Sistema Solar, que segundo astronomia terrestre teriam condições de possuir planetas adequados à vida, surgiu uma carta igual à desenhada por Betty Hill. Com base nesses estudos foi possível identificar o ponto de origem dos extraterrestres. Tudo parece indicar que seriam provenientes da estrela Zeta da constelação do Retículo, a cerca de 36 anos-luz do nosso sistema solar. A validade da interpretação de Fish foi posteriormente confirmada também por astrônomos profissionais. Estava descoberto um dos locais dos discos voadores.

Uma entrevista com Betty Hill
Betty Hill foi entrevistada pela revista Argosy, em dia 10 de março de 1978.
Pergunta: Se o Boston Herald não tivesse tornado pública a história de seu sequestro, em 1965, você – ainda assim – teria cooperado na publicação de um livro referente ao incidente ou o tornado público de alguma maneira?
BETTY: Não, eu acho que a história teria ficado comigo, Barney e o Dr. Simon. Mas claro, a história do Herald saiu fora de nosso controle e não foi feita com nossa permissão.

Pergunta: Depois de quanto tempo depois de seu sequestro, vocês voltaram a estrada procurando OVNIs ou outra prova de sua experiência?
BETTY: Desde o principio, começamos a voltar àquela mesma estrada, procurando e tentando encontrar alguma explicação para o que tinha acontecido – o que nós estávamos omitindo.

Pergunta: Você mantêm um caderninho cheio de anotações de avistamentos de óvnis de todos os tipos, entretanto, você está sempre só quando tais avistamentos acontecem ou você já levou observadores com você?
BETTY: Tenho levado todo o tipo de pessoas. Por exemplo, Jim Voutrot do canal 9 de Manchester (New Hampshire), veio uma noite e teve um excelente avistamento. Tanto que ele filmou o óvni e mais tarde mostrou o filme na TV (N.T: Voutrot confirmou essa afirmação de Betty).

Pergunta: Você se sente de alguma forma privilegiada de ter visto óvnis tantas vezes?
BETTY: De forma alguma. Há pessoas por todo o estado (New Hampshire) que tiveram avistamentos, mas eu só ponho mais tempo na coisa e sei o que procurar. Acho que a paciência é a chave de tudo. Vou a vários lugares numa média de 3 vezes por semana e usualmente gasto cerca de horas numa esticada dessas.

Pergunta: Como se explica que não haja relatos de óvnis mais oficiais, de pilotos por exemplo?
BETTY: Se você se decide a contar que viu um óvni você é levado a sentir-se extenuado só de pensar que você terá de passar por um monte de perguntas, entrevistas e preencher um montes de papéis, no seu próprio tempo. Ademais torna-se um caso impar e quem quer ser levado ao ridículo.

Pergunta: Você pensa que o governo sabe mais do que ele está deixando transparecer?
BETTY: Eu suponho que o governo sabe um bocado. Ninguém pode me convencer do contrário.

Pergunta: Na sua opinião, qual é a principal fonte de informação sobre óvnis?
BETTY: Sem dúvida, a APRO (Aerial Phenomena Research Organization) em Tucson, Arizona. São totalmente profissionais e realmente sabem das coisas.

Pergunta: Recordando um pouco, há alguma coisa relacionada com o incidente de 1961 que, par uma razão ou outra, possa não ter sido registrada no livro?
BETTY: Depois de uma busca mais ou menos continua, finalmente encontramos o local de nossa captura, em Campton, cerca de 15 a 18 milhas (24 a 29 km) de Indiahead. Preenchia perfeitamente nossas recordação, até por ter um solo de areia fina, que é altamente incomum naquela área. Outra coisa que eu nunca mencionei no livro foi a história dos meus brincos. Cerca de vinte semanas depois do incidente (o sequestro) voltei para casa com Barney e encontramos algumas folhas secas e um par de brincos meus sobre a mesa da cozinha. A casa estivera trancada e não tivemos ideia de como e porque eles haviam ido parar ali.

Pergunta: O que havia de significativo nisto?
BETTY: Depois de nosso tratamento com o Dr. Simon, eu me lembrava com clareza do líder alienígena dizendo – ou talvez comunicando – para mim: “se quisermos você saberemos onde encontrá-la.” Bem, esses brincos eram o mesmo par que eu usara na noite da captura e ali estavam, devolvidos para mim de alguma forma, com as folhas como lembrança do lugar onde a captura tivera lugar. Ao menos, essa é a minha interpretação, a qual cheguei depois das sessões de hipnose. Antes eu não tinha idéia do seu significado.

Pergunta: Quando Barney estava observando o óvni, lá no campo, em Indianhead, por que ele sentiu que ia ser capturado?
BETTY: Barney simplesmente recebeu a mensagem (telepaticamente). Eu digo “recebeu a mensagem” querendo dizer que eles se comunicaram com ele de alguma maneira e disseram-lhe para ficar ali e ficar olhando. Quando a nave começou a descer é que ele tirou o binóculo dos olhos e correu de volta para o carro.

Pergunta: Qual a sua opinião sobre a serie de sonhos que você teve depois do encontro ?
BETTY: Acho que foi uma maneira natural de começar a lembrar do que o líder havia me instruído para esquecer. Isto é semelhante ao que aconteceu quando o Dr. Simon nos fazia esquecer cada sessão realizada, como dispositivo de segurança, para que não houvesse confabulação entre nós. O dr. Simon sentiu que ao redor da marca de dez dias (após cada consulta), começaríamos a nos lembrar de tudo, automaticamente. Então, ele insistia que o visitássemos cada sete dias e se não tivéssemos tempo para uma sessão completa, deveríamos ao menos ter um reforço na hipnose (N.T.: Betty se refere à sugestão pós-hipnótica de esquecer, a nível consciente, do conjunto de lembranças, obtidas sob hipnose em cada sessão). Uma coisa interessante é que, nos meus sonhos, eu usava objetos mais familiares para descrever o que estava acontecendo. Por exemplo: nos meus sonhos eu pensava que subira uma escada, mas – sob hipnose – lembrei-me de estar subindo uma rampa para entrar na nave.

Pergunta: Qual é sua opinião sobre o mapa estelar que você descreveu sob hipnose e depois desenhou?
BETTY: Acho que tanto quanto se possa imaginar, as duas estrelas grandes, conectadas por linhas grossas e múltiplas, no meu mapa, de Zeta Reticuli I e Zeta Reticuli II. Mas estas estrelas não podem ser vistas das Montanhas Brancas de New Hampshire. Na verdade, temos de estar ao Sul da Cidade do México para vê-las, então obviamente este mapa não foi feito por mim, olhando o céu e desenhando !

Pergunta: Sua experiência com o óvni e sua tripulação mudou sua vida de alguma forma?
BETTY: A não ser pela publicidade da revista Look e tudo o mais, no começo e até dois anos atrás, quando me aposentei, diria que muito pouco. Continuei com meu trabalho como assistente social do estado e andei muito ocupada com isto. Mas agora, naturalmente, estou mais disponível para a imprensa e para receber relatos de OVNIS e há minha série de palestras. Vocês sabem, eu nunca recebi um tostão pelas conferências, antes. Mas agora que estou aposentada, achei que já era tempo de sobra para ser paga pelo meu trabalho ufológico.

Pergunta: Você tem um agente agora?
BETTY: Sim, sou representada pelo Program Corporation of America. A sede é em Hartsdale, estado de Nova Iorque e eles estão me mandando para lugares como Powell em Wyoming e Centralia, Washington, um montes de lugares. Até gravei um especial para a tevê australiana.

Pergunta: O que você sente sobre o filme “Contatos Imediatos de 30. Grau”?
BETTY: É divertido, mas estritamente, Hollywood. Eu ache que o filme jogará muita gente fora dos trilhos se esperarem ver topos de montanha iluminados e tudo aquilo.

Pergunta: No filme, o herói, Roy Neary, entra num óvni como voluntário. Mas e você? Se você tivesse a oportunidade de ver esses extraterrestres de novo e a chance de entrar na nave, você teria medo? O que você faria?
BETTY: Eu não faria nada disso e acho que ninguém com qualquer quantidade de juízo o faria também. Absolutamente, não!

Pergunta: Que tal a versão cinematográfica dos extraterrestres?
BETTY: A cabeça estava próxima da minha descrição mas os corpos pareciam frágeis e quanto aos dedos, bem, quem quer que desenhou as mãos deveria frequentar um curso de anatomia. São um pouco ridículas.

Pergunta: Finalmente o que você achou da Nave Mãe no fim do filme?
BETTY: Exagerada, iluminada e grande demais, somente uma invenção da imaginação de alguém. Simplesmente não aconteceu daquele jeito!

O caso do Dolores Barrios

O caso desse casal de classe média americana é importante para os estudiosos de ufologia por se tratar da primeira vez em que se estuda profundamente uma inter-relação pessoal entre terrícolas e irmãos do cosmos. Este caso ocorreu nos Estados Unidos, com o casal Barney e Betty Hill, o qual seguia de carro, a passeio, para Portmouth, no dia 19 de setembro de 1961.

Pretendiam continuar viajando durante a noite, devido a um alerta do serviço meteorológico relativo à possibilidade de um furacão, pois desejavam estar em casa antes que este chegasse. Pararam em um pequeno restaurante em Colebrook, situado na região norte de New Hampshire, para fazer uma refeição rápida. Depois seguiram viagem, pois pretendiam estar em casa por volta de 02h30min.

Já ao sul de Lancaster, os dois começaram a observar um objeto que brilhava muito no céu. O aparelho parecia acompanhar o trajeto do carro. Os Hill pararam o automóvel e observaram o UFO através de um binóculo.

Tratava-se de uma nave enorme, de forma discóide, a poucas centenas de metros do solo, apresentando uma cúpula giratória. Betty pôde notar claramente uma fileira dupla do que pareciam ser janelas. Tanto ela como seu marido tiveram a chance de observar através das janelas vários ocupantes do aparelho. Através do binóculo, Barney conseguia ver que alguns dos tripulantes da nave pareciam manejar uma espécie de painel de controle, enquanto o objeto descia lentamente.

Quando a nave pousou, Barney estava fora do carro, enquanto Betty, gritando, insistia para que ele retomasse ao carro. Porém seu marido parecia estar hipnotizado pelos olhos de um dos tripulantes do objeto. Sentiu que estava prestes a ser capturado, correu para o carro, Betty deu partida, mas logo em seguida o casal ouviu um estranho som eletrônico, e os dois foram prontamente envolvidos por um estado de sonolência repentina.

Tudo que aconteceu em seguida ficou bloqueado em suas mentes. Apenas se recordavam de que ouviram um outro som estranho e estavam viajando novamente pela estrada. Só tempos depois é que a amnésia começou a incomodá-los, e procuraram ajuda médica. Haviam perdido aproximadamente duas horas transcorridas naquela noite, das quais nada conseguiam se lembrar.

Após sucessivas hipnoses regressivas, realizadas separadamente com Betty e Barney Hili, o doutor Benjamim Simon, um psiquiatra de renome, pôde reconstituir passo a passo os acontecimentos vividos pelo casal. Ambos tinham sido levados para dentro da nave pelos seres, que pareciam usar uniformes.

Barney notou que a criatura que parecia comandar a nave, o único que aparentemente sabia falar inglês, usava um cachecol preto no pescoço, que caía sobre o ombro esquerdo. Segundo o casal, o traço que mais os diferenciava dos humanos da Terra eram os olhos.

Os seres ficaram surpresos quando não conseguiram remover os dentes de Betty, ao contrário do que tinham conseguido com Barney, já que este usava dentadura. Introduziram uma agulha no umbigo de Betty, sendo explicado para ela que se tratava de um teste de gravidez, com uma técnica semelhante que seria utilizada na Terra anos mais tarde, na década de 70. Quando a agulha foi introduzida, a contatada sentiu dor, que foi remediada imediatamente com o toque de uma das mãos do líder na cabeça de Betty.

Além do comandante (líder) e do “médico”, existiam aparentemente dentro da nave mais nove seres. Todos de baixa estatura. Seus corpos pareciam desproporcionais, apresentando um tórax grande, com braços mais compridos. Seus rostos eram planos, apresentando olhos muito grandes. Seu nariz era muito pequeno e a boca não passava de uma fenda. Segundo Betty, o líder e o “examinador” eram diferentes: mais altos, apresentando ainda uma cor de pele diferente. O que mais chamava atenção na tripulação da nave, entretanto, eram os olhos, diferentes de tudo que os Hill tinham visto até aquele momento.

Muito interessante é também a história do mapa estelar observado por Betty Hill dentro da nave. A contatada perguntou ao líder de onde eles eram, afirmando que já sabia que não eram da Terra. Nesse estágio da experiência. Betty observa um mapa retangular, que media em seu eixo maior cerca de 120cm.

Existiam várias linhas ligando as estrelas. Segundo foi explicado para Betty as linhas duplas significavam rotas comerciais, as linhas individuais correlacionavam estrelas que eram visitadas ocasionalmente, e as pontilhadas eram expedições. O líder perguntou se Betty sabia onde estava o nosso sistema no mapa. A contatada respondeu que não. Pouco tempo depois o casal era levado para fora da nave, de onde puderam observar a partida do UFO.

Durante as sessões de hipnose a senhora Hill conseguiu desenhar o referido mapa. De início não foi encontrado qualquer padrão comum entre o mesmo e nossas cartas celestes. Coube a uma astrônoma amadora, a professora Majorie Fish, a identificação das estrelas que apareciam no mapa. Inicialmente, apesar de muitas tentativas, a astrônoma não conseguiu também resultados positivos, mas com o passar dos anos, e a divulgação de novas cartas celestes, que traziam dados mais precisos, relativos às distâncias entre algumas estrelas das nossas vizinhanças cósmicas, foi finalmente encontrado um padrão exatamente igual.

Quando Fish tomou apenas as estrelas próximas de nosso Sistema Solar, que segundo astronomia terrestre teriam condições de possuir planetas adequados à vida, surgiu uma carta igual à desenhada por Betty Hill. Com base nesses estudos foi possível identificar o ponto de origem dos extraterrestres. Tudo parece indicar que seriam provenientes da estrela Zeta da constelação do Retículo, a cerca de 36 anos-luz do nosso sistema solar. A validade da interpretação de Fish foi posteriormente confirmada também por astrônomos profissionais. Estava descoberto um dos locais dos discos voadores.

Uma entrevista com Betty Hill
Betty Hill foi entrevistada pela revista Argosy, em dia 10 de março de 1978.
Pergunta: Se o Boston Herald não tivesse tornado pública a história de seu sequestro, em 1965, você – ainda assim – teria cooperado na publicação de um livro referente ao incidente ou o tornado público de alguma maneira?
BETTY: Não, eu acho que a história teria ficado comigo, Barney e o Dr. Simon. Mas claro, a história do Herald saiu fora de nosso controle e não foi feita com nossa permissão.

Pergunta: Depois de quanto tempo depois de seu sequestro, vocês voltaram a estrada procurando OVNIs ou outra prova de sua experiência?
BETTY: Desde o principio, começamos a voltar àquela mesma estrada, procurando e tentando encontrar alguma explicação para o que tinha acontecido – o que nós estávamos omitindo.

Pergunta: Você mantêm um caderninho cheio de anotações de avistamentos de óvnis de todos os tipos, entretanto, você está sempre só quando tais avistamentos acontecem ou você já levou observadores com você?
BETTY: Tenho levado todo o tipo de pessoas. Por exemplo, Jim Voutrot do canal 9 de Manchester (New Hampshire), veio uma noite e teve um excelente avistamento. Tanto que ele filmou o óvni e mais tarde mostrou o filme na TV (N.T: Voutrot confirmou essa afirmação de Betty).

Pergunta: Você se sente de alguma forma privilegiada de ter visto óvnis tantas vezes?
BETTY: De forma alguma. Há pessoas por todo o estado (New Hampshire) que tiveram avistamentos, mas eu só ponho mais tempo na coisa e sei o que procurar. Acho que a paciência é a chave de tudo. Vou a vários lugares numa média de 3 vezes por semana e usualmente gasto cerca de horas numa esticada dessas.

Pergunta: Como se explica que não haja relatos de óvnis mais oficiais, de pilotos por exemplo?
BETTY: Se você se decide a contar que viu um óvni você é levado a sentir-se extenuado só de pensar que você terá de passar por um monte de perguntas, entrevistas e preencher um montes de papéis, no seu próprio tempo. Ademais torna-se um caso impar e quem quer ser levado ao ridículo.

Pergunta: Você pensa que o governo sabe mais do que ele está deixando transparecer?
BETTY: Eu suponho que o governo sabe um bocado. Ninguém pode me convencer do contrário.

Pergunta: Na sua opinião, qual é a principal fonte de informação sobre óvnis?
BETTY: Sem dúvida, a APRO (Aerial Phenomena Research Organization) em Tucson, Arizona. São totalmente profissionais e realmente sabem das coisas.

Pergunta: Recordando um pouco, há alguma coisa relacionada com o incidente de 1961 que, par uma razão ou outra, possa não ter sido registrada no livro?
BETTY: Depois de uma busca mais ou menos continua, finalmente encontramos o local de nossa captura, em Campton, cerca de 15 a 18 milhas (24 a 29 km) de Indiahead. Preenchia perfeitamente nossas recordação, até por ter um solo de areia fina, que é altamente incomum naquela área. Outra coisa que eu nunca mencionei no livro foi a história dos meus brincos. Cerca de vinte semanas depois do incidente (o sequestro) voltei para casa com Barney e encontramos algumas folhas secas e um par de brincos meus sobre a mesa da cozinha. A casa estivera trancada e não tivemos ideia de como e porque eles haviam ido parar ali.

Pergunta: O que havia de significativo nisto?
BETTY: Depois de nosso tratamento com o Dr. Simon, eu me lembrava com clareza do líder alienígena dizendo – ou talvez comunicando – para mim: “se quisermos você saberemos onde encontrá-la.” Bem, esses brincos eram o mesmo par que eu usara na noite da captura e ali estavam, devolvidos para mim de alguma forma, com as folhas como lembrança do lugar onde a captura tivera lugar. Ao menos, essa é a minha interpretação, a qual cheguei depois das sessões de hipnose. Antes eu não tinha idéia do seu significado.

Pergunta: Quando Barney estava observando o óvni, lá no campo, em Indianhead, por que ele sentiu que ia ser capturado?
BETTY: Barney simplesmente recebeu a mensagem (telepaticamente). Eu digo “recebeu a mensagem” querendo dizer que eles se comunicaram com ele de alguma maneira e disseram-lhe para ficar ali e ficar olhando. Quando a nave começou a descer é que ele tirou o binóculo dos olhos e correu de volta para o carro.

Pergunta: Qual a sua opinião sobre a serie de sonhos que você teve depois do encontro ?
BETTY: Acho que foi uma maneira natural de começar a lembrar do que o líder havia me instruído para esquecer. Isto é semelhante ao que aconteceu quando o Dr. Simon nos fazia esquecer cada sessão realizada, como dispositivo de segurança, para que não houvesse confabulação entre nós. O dr. Simon sentiu que ao redor da marca de dez dias (após cada consulta), começaríamos a nos lembrar de tudo, automaticamente. Então, ele insistia que o visitássemos cada sete dias e se não tivéssemos tempo para uma sessão completa, deveríamos ao menos ter um reforço na hipnose (N.T.: Betty se refere à sugestão pós-hipnótica de esquecer, a nível consciente, do conjunto de lembranças, obtidas sob hipnose em cada sessão). Uma coisa interessante é que, nos meus sonhos, eu usava objetos mais familiares para descrever o que estava acontecendo. Por exemplo: nos meus sonhos eu pensava que subira uma escada, mas – sob hipnose – lembrei-me de estar subindo uma rampa para entrar na nave.

Pergunta: Qual é sua opinião sobre o mapa estelar que você descreveu sob hipnose e depois desenhou?
BETTY: Acho que tanto quanto se possa imaginar, as duas estrelas grandes, conectadas por linhas grossas e múltiplas, no meu mapa, de Zeta Reticuli I e Zeta Reticuli II. Mas estas estrelas não podem ser vistas das Montanhas Brancas de New Hampshire. Na verdade, temos de estar ao Sul da Cidade do México para vê-las, então obviamente este mapa não foi feito por mim, olhando o céu e desenhando !

Pergunta: Sua experiência com o óvni e sua tripulação mudou sua vida de alguma forma?
BETTY: A não ser pela publicidade da revista Look e tudo o mais, no começo e até dois anos atrás, quando me aposentei, diria que muito pouco. Continuei com meu trabalho como assistente social do estado e andei muito ocupada com isto. Mas agora, naturalmente, estou mais disponível para a imprensa e para receber relatos de OVNIS e há minha série de palestras. Vocês sabem, eu nunca recebi um tostão pelas conferências, antes. Mas agora que estou aposentada, achei que já era tempo de sobra para ser paga pelo meu trabalho ufológico.

Pergunta: Você tem um agente agora?
BETTY: Sim, sou representada pelo Program Corporation of America. A sede é em Hartsdale, estado de Nova Iorque e eles estão me mandando para lugares como Powell em Wyoming e Centralia, Washington, um montes de lugares. Até gravei um especial para a tevê australiana.

Pergunta: O que você sente sobre o filme “Contatos Imediatos de 30. Grau”?
BETTY: É divertido, mas estritamente, Hollywood. Eu ache que o filme jogará muita gente fora dos trilhos se esperarem ver topos de montanha iluminados e tudo aquilo.

Pergunta: No filme, o herói, Roy Neary, entra num óvni como voluntário. Mas e você? Se você tivesse a oportunidade de ver esses extraterrestres de novo e a chance de entrar na nave, você teria medo? O que você faria?
BETTY: Eu não faria nada disso e acho que ninguém com qualquer quantidade de juízo o faria também. Absolutamente, não!

Pergunta: Que tal a versão cinematográfica dos extraterrestres?
BETTY: A cabeça estava próxima da minha descrição mas os corpos pareciam frágeis e quanto aos dedos, bem, quem quer que desenhou as mãos deveria frequentar um curso de anatomia. São um pouco ridículas.

Pergunta: Finalmente o que você achou da Nave Mãe no fim do filme?
BETTY: Exagerada, iluminada e grande demais, somente uma invenção da imaginação de alguém. Simplesmente não aconteceu daquele jeito!

O caso Antônio Villa-Boas

O caso desse casal de classe média americana é importante para os estudiosos de ufologia por se tratar da primeira vez em que se estuda profundamente uma inter-relação pessoal entre terrícolas e irmãos do cosmos. Este caso ocorreu nos Estados Unidos, com o casal Barney e Betty Hill, o qual seguia de carro, a passeio, para Portmouth, no dia 19 de setembro de 1961.

Pretendiam continuar viajando durante a noite, devido a um alerta do serviço meteorológico relativo à possibilidade de um furacão, pois desejavam estar em casa antes que este chegasse. Pararam em um pequeno restaurante em Colebrook, situado na região norte de New Hampshire, para fazer uma refeição rápida. Depois seguiram viagem, pois pretendiam estar em casa por volta de 02h30min.

Já ao sul de Lancaster, os dois começaram a observar um objeto que brilhava muito no céu. O aparelho parecia acompanhar o trajeto do carro. Os Hill pararam o automóvel e observaram o UFO através de um binóculo.

Tratava-se de uma nave enorme, de forma discóide, a poucas centenas de metros do solo, apresentando uma cúpula giratória. Betty pôde notar claramente uma fileira dupla do que pareciam ser janelas. Tanto ela como seu marido tiveram a chance de observar através das janelas vários ocupantes do aparelho. Através do binóculo, Barney conseguia ver que alguns dos tripulantes da nave pareciam manejar uma espécie de painel de controle, enquanto o objeto descia lentamente.

Quando a nave pousou, Barney estava fora do carro, enquanto Betty, gritando, insistia para que ele retomasse ao carro. Porém seu marido parecia estar hipnotizado pelos olhos de um dos tripulantes do objeto. Sentiu que estava prestes a ser capturado, correu para o carro, Betty deu partida, mas logo em seguida o casal ouviu um estranho som eletrônico, e os dois foram prontamente envolvidos por um estado de sonolência repentina.

Tudo que aconteceu em seguida ficou bloqueado em suas mentes. Apenas se recordavam de que ouviram um outro som estranho e estavam viajando novamente pela estrada. Só tempos depois é que a amnésia começou a incomodá-los, e procuraram ajuda médica. Haviam perdido aproximadamente duas horas transcorridas naquela noite, das quais nada conseguiam se lembrar.

Após sucessivas hipnoses regressivas, realizadas separadamente com Betty e Barney Hili, o doutor Benjamim Simon, um psiquiatra de renome, pôde reconstituir passo a passo os acontecimentos vividos pelo casal. Ambos tinham sido levados para dentro da nave pelos seres, que pareciam usar uniformes.

Barney notou que a criatura que parecia comandar a nave, o único que aparentemente sabia falar inglês, usava um cachecol preto no pescoço, que caía sobre o ombro esquerdo. Segundo o casal, o traço que mais os diferenciava dos humanos da Terra eram os olhos.

Os seres ficaram surpresos quando não conseguiram remover os dentes de Betty, ao contrário do que tinham conseguido com Barney, já que este usava dentadura. Introduziram uma agulha no umbigo de Betty, sendo explicado para ela que se tratava de um teste de gravidez, com uma técnica semelhante que seria utilizada na Terra anos mais tarde, na década de 70. Quando a agulha foi introduzida, a contatada sentiu dor, que foi remediada imediatamente com o toque de uma das mãos do líder na cabeça de Betty.

Além do comandante (líder) e do “médico”, existiam aparentemente dentro da nave mais nove seres. Todos de baixa estatura. Seus corpos pareciam desproporcionais, apresentando um tórax grande, com braços mais compridos. Seus rostos eram planos, apresentando olhos muito grandes. Seu nariz era muito pequeno e a boca não passava de uma fenda. Segundo Betty, o líder e o “examinador” eram diferentes: mais altos, apresentando ainda uma cor de pele diferente. O que mais chamava atenção na tripulação da nave, entretanto, eram os olhos, diferentes de tudo que os Hill tinham visto até aquele momento.

Muito interessante é também a história do mapa estelar observado por Betty Hill dentro da nave. A contatada perguntou ao líder de onde eles eram, afirmando que já sabia que não eram da Terra. Nesse estágio da experiência. Betty observa um mapa retangular, que media em seu eixo maior cerca de 120cm.

Existiam várias linhas ligando as estrelas. Segundo foi explicado para Betty as linhas duplas significavam rotas comerciais, as linhas individuais correlacionavam estrelas que eram visitadas ocasionalmente, e as pontilhadas eram expedições. O líder perguntou se Betty sabia onde estava o nosso sistema no mapa. A contatada respondeu que não. Pouco tempo depois o casal era levado para fora da nave, de onde puderam observar a partida do UFO.

Durante as sessões de hipnose a senhora Hill conseguiu desenhar o referido mapa. De início não foi encontrado qualquer padrão comum entre o mesmo e nossas cartas celestes. Coube a uma astrônoma amadora, a professora Majorie Fish, a identificação das estrelas que apareciam no mapa. Inicialmente, apesar de muitas tentativas, a astrônoma não conseguiu também resultados positivos, mas com o passar dos anos, e a divulgação de novas cartas celestes, que traziam dados mais precisos, relativos às distâncias entre algumas estrelas das nossas vizinhanças cósmicas, foi finalmente encontrado um padrão exatamente igual.

Quando Fish tomou apenas as estrelas próximas de nosso Sistema Solar, que segundo astronomia terrestre teriam condições de possuir planetas adequados à vida, surgiu uma carta igual à desenhada por Betty Hill. Com base nesses estudos foi possível identificar o ponto de origem dos extraterrestres. Tudo parece indicar que seriam provenientes da estrela Zeta da constelação do Retículo, a cerca de 36 anos-luz do nosso sistema solar. A validade da interpretação de Fish foi posteriormente confirmada também por astrônomos profissionais. Estava descoberto um dos locais dos discos voadores.

Uma entrevista com Betty Hill
Betty Hill foi entrevistada pela revista Argosy, em dia 10 de março de 1978.
Pergunta: Se o Boston Herald não tivesse tornado pública a história de seu sequestro, em 1965, você – ainda assim – teria cooperado na publicação de um livro referente ao incidente ou o tornado público de alguma maneira?
BETTY: Não, eu acho que a história teria ficado comigo, Barney e o Dr. Simon. Mas claro, a história do Herald saiu fora de nosso controle e não foi feita com nossa permissão.

Pergunta: Depois de quanto tempo depois de seu sequestro, vocês voltaram a estrada procurando OVNIs ou outra prova de sua experiência?
BETTY: Desde o principio, começamos a voltar àquela mesma estrada, procurando e tentando encontrar alguma explicação para o que tinha acontecido – o que nós estávamos omitindo.

Pergunta: Você mantêm um caderninho cheio de anotações de avistamentos de óvnis de todos os tipos, entretanto, você está sempre só quando tais avistamentos acontecem ou você já levou observadores com você?
BETTY: Tenho levado todo o tipo de pessoas. Por exemplo, Jim Voutrot do canal 9 de Manchester (New Hampshire), veio uma noite e teve um excelente avistamento. Tanto que ele filmou o óvni e mais tarde mostrou o filme na TV (N.T: Voutrot confirmou essa afirmação de Betty).

Pergunta: Você se sente de alguma forma privilegiada de ter visto óvnis tantas vezes?
BETTY: De forma alguma. Há pessoas por todo o estado (New Hampshire) que tiveram avistamentos, mas eu só ponho mais tempo na coisa e sei o que procurar. Acho que a paciência é a chave de tudo. Vou a vários lugares numa média de 3 vezes por semana e usualmente gasto cerca de horas numa esticada dessas.

Pergunta: Como se explica que não haja relatos de óvnis mais oficiais, de pilotos por exemplo?
BETTY: Se você se decide a contar que viu um óvni você é levado a sentir-se extenuado só de pensar que você terá de passar por um monte de perguntas, entrevistas e preencher um montes de papéis, no seu próprio tempo. Ademais torna-se um caso impar e quem quer ser levado ao ridículo.

Pergunta: Você pensa que o governo sabe mais do que ele está deixando transparecer?
BETTY: Eu suponho que o governo sabe um bocado. Ninguém pode me convencer do contrário.

Pergunta: Na sua opinião, qual é a principal fonte de informação sobre óvnis?
BETTY: Sem dúvida, a APRO (Aerial Phenomena Research Organization) em Tucson, Arizona. São totalmente profissionais e realmente sabem das coisas.

Pergunta: Recordando um pouco, há alguma coisa relacionada com o incidente de 1961 que, par uma razão ou outra, possa não ter sido registrada no livro?
BETTY: Depois de uma busca mais ou menos continua, finalmente encontramos o local de nossa captura, em Campton, cerca de 15 a 18 milhas (24 a 29 km) de Indiahead. Preenchia perfeitamente nossas recordação, até por ter um solo de areia fina, que é altamente incomum naquela área. Outra coisa que eu nunca mencionei no livro foi a história dos meus brincos. Cerca de vinte semanas depois do incidente (o sequestro) voltei para casa com Barney e encontramos algumas folhas secas e um par de brincos meus sobre a mesa da cozinha. A casa estivera trancada e não tivemos ideia de como e porque eles haviam ido parar ali.

Pergunta: O que havia de significativo nisto?
BETTY: Depois de nosso tratamento com o Dr. Simon, eu me lembrava com clareza do líder alienígena dizendo – ou talvez comunicando – para mim: “se quisermos você saberemos onde encontrá-la.” Bem, esses brincos eram o mesmo par que eu usara na noite da captura e ali estavam, devolvidos para mim de alguma forma, com as folhas como lembrança do lugar onde a captura tivera lugar. Ao menos, essa é a minha interpretação, a qual cheguei depois das sessões de hipnose. Antes eu não tinha idéia do seu significado.

Pergunta: Quando Barney estava observando o óvni, lá no campo, em Indianhead, por que ele sentiu que ia ser capturado?
BETTY: Barney simplesmente recebeu a mensagem (telepaticamente). Eu digo “recebeu a mensagem” querendo dizer que eles se comunicaram com ele de alguma maneira e disseram-lhe para ficar ali e ficar olhando. Quando a nave começou a descer é que ele tirou o binóculo dos olhos e correu de volta para o carro.

Pergunta: Qual a sua opinião sobre a serie de sonhos que você teve depois do encontro ?
BETTY: Acho que foi uma maneira natural de começar a lembrar do que o líder havia me instruído para esquecer. Isto é semelhante ao que aconteceu quando o Dr. Simon nos fazia esquecer cada sessão realizada, como dispositivo de segurança, para que não houvesse confabulação entre nós. O dr. Simon sentiu que ao redor da marca de dez dias (após cada consulta), começaríamos a nos lembrar de tudo, automaticamente. Então, ele insistia que o visitássemos cada sete dias e se não tivéssemos tempo para uma sessão completa, deveríamos ao menos ter um reforço na hipnose (N.T.: Betty se refere à sugestão pós-hipnótica de esquecer, a nível consciente, do conjunto de lembranças, obtidas sob hipnose em cada sessão). Uma coisa interessante é que, nos meus sonhos, eu usava objetos mais familiares para descrever o que estava acontecendo. Por exemplo: nos meus sonhos eu pensava que subira uma escada, mas – sob hipnose – lembrei-me de estar subindo uma rampa para entrar na nave.

Pergunta: Qual é sua opinião sobre o mapa estelar que você descreveu sob hipnose e depois desenhou?
BETTY: Acho que tanto quanto se possa imaginar, as duas estrelas grandes, conectadas por linhas grossas e múltiplas, no meu mapa, de Zeta Reticuli I e Zeta Reticuli II. Mas estas estrelas não podem ser vistas das Montanhas Brancas de New Hampshire. Na verdade, temos de estar ao Sul da Cidade do México para vê-las, então obviamente este mapa não foi feito por mim, olhando o céu e desenhando !

Pergunta: Sua experiência com o óvni e sua tripulação mudou sua vida de alguma forma?
BETTY: A não ser pela publicidade da revista Look e tudo o mais, no começo e até dois anos atrás, quando me aposentei, diria que muito pouco. Continuei com meu trabalho como assistente social do estado e andei muito ocupada com isto. Mas agora, naturalmente, estou mais disponível para a imprensa e para receber relatos de OVNIS e há minha série de palestras. Vocês sabem, eu nunca recebi um tostão pelas conferências, antes. Mas agora que estou aposentada, achei que já era tempo de sobra para ser paga pelo meu trabalho ufológico.

Pergunta: Você tem um agente agora?
BETTY: Sim, sou representada pelo Program Corporation of America. A sede é em Hartsdale, estado de Nova Iorque e eles estão me mandando para lugares como Powell em Wyoming e Centralia, Washington, um montes de lugares. Até gravei um especial para a tevê australiana.

Pergunta: O que você sente sobre o filme “Contatos Imediatos de 30. Grau”?
BETTY: É divertido, mas estritamente, Hollywood. Eu ache que o filme jogará muita gente fora dos trilhos se esperarem ver topos de montanha iluminados e tudo aquilo.

Pergunta: No filme, o herói, Roy Neary, entra num óvni como voluntário. Mas e você? Se você tivesse a oportunidade de ver esses extraterrestres de novo e a chance de entrar na nave, você teria medo? O que você faria?
BETTY: Eu não faria nada disso e acho que ninguém com qualquer quantidade de juízo o faria também. Absolutamente, não!

Pergunta: Que tal a versão cinematográfica dos extraterrestres?
BETTY: A cabeça estava próxima da minha descrição mas os corpos pareciam frágeis e quanto aos dedos, bem, quem quer que desenhou as mãos deveria frequentar um curso de anatomia. São um pouco ridículas.

Pergunta: Finalmente o que você achou da Nave Mãe no fim do filme?
BETTY: Exagerada, iluminada e grande demais, somente uma invenção da imaginação de alguém. Simplesmente não aconteceu daquele jeito!

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