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O site Fraternidade Cósmica registra uma entrevista concedida ao então Jornal Espírita Aldebaran pelo escritor espírita gaúcho Roger Bottini Paranhos, autor de diversas obras, dentre elas "Universalismo Crístico", "Atlântida, no Reino da Luz", "Atlântida, no Reino das Trevas", "A História de um Anjo" e outros.


CEA - O que te levou a se interessar pelo Espiritismo? (histórico desde a infância)

Meus pais tinham formação religiosa católica. Eu fui batizado e fiz a primeira comunhão. Sempre gostei do ambiente da Igreja, apesar de crer que a forma como apresentam a mensagem do Cristo está desatualizada. Com o surgimento ostensivo de minha mediunidade aos doze anos de idade, encontrei entendimento sobre o fenômeno no estudo da doutrina Espírita. Lá encontrei também explicações mais coerentes e complexas sobre Deus e a Espiritualidade como um todo. Os meus pais sempre foram pessoas de mente aberta, logo, assimilaram com tranquilidade. Isso, também, porque eu sempre me demonstrei muito lúcido com relação aos contatos espirituais que realizava. Talvez o meu "perfil cientista", desde criança, os tenha tranquilizado. Jamais envolvi esse fato insólito com um véu de misticismo ou sensacionalismo. Além disso sempre lidei com isso com os "pés no chão", sem gestos delirantes. A mediunidade é algo tão natural como qualquer outra faculdade humana. Somente quem a ignora, assusta-se ou perde a razão. Por isso devemos estudar e buscar compreender sempre. Eis o melhor caminho para um eficaz desenvolvimento mediúnico.

CEA - Quais as obras que já escreveste até agora?

Já escrevemos nove livros. A temática sempre gira em torno do Universalismo Crístico, que é o tema central de nosso trabalho, mesmo quando se trata de livros históricos, onde demonstramos o processo de amadurecimento espiritual da humanidade no transcorrer dos séculos. Os livros não são escritos da forma como os médiuns espíritas, em geral, escrevem. Não trabalho como uma "caneta viva" dos espíritos. Os nossos livros são todos escritos em parceria com os mentores espirituais, participando ativamente do processo de elaboração, seja através de vivencias no astral, sempre conduzidas pelos mestres, ou, então, através de regressões de memória na qual eles me orientam a relatar as minhas experiências em vidas anteriores, desde a Atlântida, passando pelo antigo Egito, pela época de Moisés, e assim sucessivamente. No futuro escreveremos também sobre Jesus e outros importantes momentos da história de nossa humanidade, até a minha última encarnação, antes dessa, durante a revolução francesa.

Os nossos nove livros já publicados são:

A história de um anjo - A vida nos Mundos Invisíveis (primeira edição em 2000).
Sob o Signo de Aquário - Narrações sobre Viagens Astrais (primeira edição em 2001)
Akhenaton - A Revolução Espiritual do Antigo Egito - Trilogia 1 (primeira edição em 2002)
A Nova Era - Orientações Espirituais para o Terceiro Milênio (primeira edição em 2004)
Moisés - O Libertador de Israel. - Trilogia 2 (primeira edição em 2004)
Moisés - Em busca da Terra Prometida. - Trilogia 3 (primeira edição em 2005)
Universalismo Crístico - O futuro das religiões (primeira edição em 2007)
Atlântida - No reino da Luz - volume 1 (primeira edição em 2009)
Atlântida - No reino das Trevas - volume 2 (primeira edição em 2010)


CEA - Alguma delas traz uma mensagem mais importante?

Sim. Sem dúvida. A mensagem central de nosso trabalho é o Universalismo Crístico, portanto o livro com a mensagem mais importante é o "Universalismo Crístico - O futuro das religiões".

CEA - O que é o Universalismo Crístico?

O Universalismo Crístico é a consciência espiritual do terceiro milênio. Em resumo, trata-se de uma metodologia de compreensão espiritual que busca unir a sabedoria de todas as religiões, procurando absorver o que é útil e se libertar de dogmas e rituais que não são mais necessários para a evolução espiritual da humanidade do terceiro milênio. É uma quebra de paradigma! A humanidade do passado foi devotada a um espírito de religiosidade, submetendo-se passivamente às orientações de seus lideres espirituais, que algumas vezes cerceavam sua liberdade de pensamento. Já a humanidade do futuro será voltada para a busca de Espiritualidade, independente de crenças sectárias, construindo sua própria compreensão de Deus e da vida.
O Universalismo Crístico possui uma essência incorruptível baseada em três alicerces fundamentais: (I) : o amor ao próximo como a si mesmo buscando cultivar as virtudes crísticas de forma verdadeira e incondicional refletindo diretamente o amor do próprio Criador. (II) a crença na reencarnação do espírito e do carma, pois sem esses princípios não existe justiça divina. (III) a busca incessante pela sabedoria espiritual aliada ao progresso filosófico e científico com o objetivo de promover a evolução integral da humanidade.
Além desses três princípios fundamentais, o Universalismo Crístico possui dois roteiros inabaláveis: (I) A lei do amor. Tudo que foge da maior das virtudes deve ser descartado, pois não provém de Deus. (II) A busca da verdade. Jesus nos ensinou: "Conhece a verdade e a verdade te libertará". A verdade está onde estão o bom senso e a lógica.
O Universalismo Crístico sempre existiu no coração das pessoas de mente aberta, ou entre aquelas que dizem não professar nenhuma religião, mas têm Deus no coração e realizam sua própria busca, sem submeterem-se às religiões. No entanto, começamos a codificar essa ideia, para melhor compreensão dessa visão, já em nosso primeiro livro, "A história de um anjo", lançado no ano 2000. E esse trabalho foi sendo aprimorado até lançarmos o livro "Universalismo Crístico - O futuro das religiões" no ano 2007. Em seguida criamos o site www.universalismocristico.com.br e trabalhamos em um roteiro mais complexo sobre essa ideia, a qual está exposta no livro "Universalismo Crístico avançado", lançado em 2012.

CEA - Qual a relação do Universalismo com o momento atual da humanidade?

O Universalismo Crístico tem por finalidade ser uma visão espiritual de amplo espectro, abrangendo todas as filosofias espirituais da história da humanidade, tanto do ocidente como do oriente. Como a nossa humanidade está mais acostumada com os preceitos das religiões ocidentais, alguns dos conceitos orientais soam como algo novo, no entanto, são eles os fundamentos da sabedoria espiritual da humanidade. Muitos dos ensinamentos que Jesus eternizou no Cristianismo tiveram origem em conceitos anteriores, como, por exemplo, a lei de ação e reação. Aquilo que plantarmos, teremos de colher, etc. O Universalismo Crístico está aliado, também, à física quântica que é uma porta de entrada para a comprovação cientifica do mundo imponderável do espírito, portanto, de real interesse para os estudos que devemos realizar nessa "era tecnológica" em que vivemos. Aliar espiritualidade à ciência é desenvolver a fé raciocinada, elemento fundamental para a crença espiritual do terceiro milênio. À medida que o homem amplia a sua consciência espiritual, não há mais espaço para a "fé cega". Crer sem saber o porquê, não atenderá as necessidades das novas gerações, como já estamos observando nas crianças e adolescentes nos dias atuais. Muito se fala atualmente sobre as "crianças índigo" ou crianças do terceiro milênio. Elas não se adequarão as religiões do passado. Necessitarão de um modelo mais dinâmico e reflexivo. O Universalismo Crístico surge para atender as necessidades evolutivas das novas gerações.

CEA - E sobre Atlântida? O que te inspirou a escrever sobre o continente perdido?

O tema Atlântida é fascinante principalmente pela ideia de ser um reino avançado em uma época em que nossa humanidade dava seus primeiros passos rumo à civilidade. Algo mágico, um reino perfeito. Algo tão sonhado por todos.
Mas, para nós, possui a finalidade de explicarmos os rumos da evolução espiritual de nossa humanidade no transcorrer dos milênios. Explicar também a origem de nossa civilização, com a chegada de boa parte dos habitantes da Terra atual, durante o exílio dos espíritos rebeldes do Sistema de Capela, na Constelação do Cocheiro, localizada há 42 anos-luz da Terra, fato que deu origem a tão famosa lenda de Adão e Eva.

CEA - Como vês o momento de transição do homem de hoje?

Os livros sobre a Atlântida abordam bastante esse tema. A Atlântida era um reino avançado e harmônico. Porém, a ambição dos homens, as guerras e o desejo desenfreado de consumo predatório e desequilibrado, levou a Grande Ilha a um desequilíbrio ecológico irreversível, que resultou na submersão daquele fascinante paraíso, conforme foi relatado, também, pelo grande filosofo grego Platão em seus textos Timeu e Critias.
Para se criar uma consciência de cidadania planetária, é necessário que a humanidade se instrua, procure compreender a finalidade da vida criada por Deus e assim modifique seus hábitos imediatistas e materialistas. Antigamente era difícil o acesso popular ao conhecimento espiritual, mas, hoje em dia, temos milhares de livros que nos mostram esse caminho. Ademais, os mentores espirituais nos informam que para o terceiro milênio, a Nova Era, reencarnarão na Terra espíritos com um nível espiritual mais elevado, que são conhecidas pelo público leigo como "crianças índigo", que ajudarão na formação dessa nova consciência. As crianças de hoje, serão os governantes de amanhã! Em uma geração podemos mudar a consciência do mundo, basta que essa consciência lhes seja ensinada. Falamos muito sobre isso também em nosso livro "Moisés - Em busca da Terra Prometida".
Ademais, os espíritos criminosos não reencarnarão mais na Terra e serão exilados para mundos de ordem inferior. Porém, esse é um tema muito complexo para abordarmos aqui. Convido aos leitores que busquem conhecer os nossos livros, onde abordamos esse tema com profundidade.

CEA - Qual a mensagem dos espíritos à humanidade atual?

Em essência, que o homem se liberte do torpor em que se encontra. A humanidade vive uma época de terrível alienação espiritual. As religiões perdem força, levando o homem a encontrar no materialismo apenas respostas vazias. Os que ainda creem, seguem religiões, mas não as interiorizam, não as praticam em suas vidas. Apenas seguem um ritual que raramente lhes provoca reflexão. É necessário abandonar a posição passiva e, muitas vezes, apenas formal frente a sua jornada espiritual e buscar efetivamente uma conscientização espiritual. Entender a finalidade da vida, buscar tornar-se uma pessoa melhor a cada dia, de forma lúcida, abandonando a sua vida metódica, e "demasiadamente humana", para viver uma vida mais voltada para os valores espirituais, sem fanatismos. Espiritualidade não significa ausentar-se do mundo humano, mas vivê-lo com harmonia e consciência.

CEA - O que consideras mais importante dizer ao homem nesta fase da evolução?

Que o homem procure obter consciência espiritual, independente das religiões. Libertar-se de sua alienação espiritual. A partir dessa ação consciente, o homem perceberá que tudo se resumo apenas "a amar ao próximo como a si mesmo e não fazer aos outros nada que não gostaria que lhe fizessem". Isso independe de crer ou não em Deus ou na Espiritualidade. Quando retornarmos ao plano espiritual, não nos é perguntado qual a nossa religião ou se acreditamos em Jesus, Buda, Krishna, Confúcio ou Zoroastro, mas sim qual o Bem que fizemos aos nossos semelhantes e à humanidade como um todo. Muitos ateus, que atendem o preceito acima, retornam ao mundo espiritual sob aplausos, enquanto vários religiosos decepcionam as próprias crenças que defendiam, mas a abraçavam apenas de forma teórica.

 
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