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Entrevista de Robson Pinheiro à jornalista Ana Elizabeth Diniz, do Jornal O Tempo, de belo Horizonte, sobre seu novo livro “2080”, ditado pelo espírito de Júlio Verne

É a primeira vez que você psicografa Júlio Verne e Edgar Cayce? O que eles querem nos passar nesta obra?
Cayce já foi personagem em livros anteriores e escreveu uma ou outra mensagem. No caso de Verne, sim, é a primeira vez. Cayce o inspirou, pois, na verdade, alega não ter paciência com o processo editorial, sobretudo com a bateria de questionamentos a que meu editor submete qualquer dos textos antes que se transforme em livro. Além do mais, Cayce não é um romancista. Portanto, Verne informa que seu intento foi criar um enredo, uma trama tendo como pano de fundo as visões de Cayce e o conteúdo profético que este captou. Verne afirma que o livro trata-se de uma ficção espiritual, com o objetivo de trazer alguns alertas de natureza transcendente, da parte dos benfeitores espirituais. Para meu editor, a obra é uma distopia, isto é, um exercício ficcional que exacerba as contradições do presente no futuro, projetando uma tendência plausível, ainda que num contexto dramático, com o objetivo de alertar os leitores hoje quanto ao rumo que temos tomado como sociedade e civilização. Essa diferença de posicionamento entre os dois, autor espiritual e editor, está expressa no texto que cada qual escreve como abertura do livro.

Qual a mensagem principal do livro: alerta ou profecia?
Alerta. Nesse ponto autor espiritual e editor são unânimes, e me junto a eles em coro: o texto é de natureza ficcional. Ainda que com diversos aspectos verossímeis, se não todos, Verne é explícito ao dizer que as datas são aleatórias, os acontecimentos se dão no bojo de uma trama de romance e não devem ser tomados, de modo algum, como previsões.

Os autores espirituais ressaltam o sentido ficcional da obra, mas, pelo andar da carruagem, a realidade pode imitá-la?
Numa história que se passa num futuro mais ou menos distante, pode-se muito bem conceber que determinados ritos da Igreja Católica tenham se modificado, diante de uma realidade histórica nova e de eventuais transformações sociais. De modo análogo, a descoberta de partículas quânticas no espaço profundo poderia refazer a teoria do vácuo espacial total, alterando o conceito de vácuo e de outras “realidades” da narrativa científica contemporânea.

Um novo papa, meio ambiente deteriorado, iminência de uma nova guerra e um astro em rota de colisão com a Terra. Ingredientes inquietantes e que podem selar o futuro do planeta. Verne e Cayce sugerem algum tipo de interferência do homem no sentido de minimizar esse futuro ou mesmo evitá-lo?
Sim, sugerem. Contudo, como “2080” é uma obra em dois volumes, nesse primeiro tomo as soluções foram apenas pinceladas. Entre outras questões que ainda virão no volume dois, a ser lançado em novembro próximo, estão a ação de um grupo de seres chamados “novos homens”. São indivíduos com profundo comprometimento ético, além de aptidões paranormais, que se unem para atuar em prol da humanidade. De fato, clamamos por mais iniciativas audaciosas das pessoas de bem para combater e subjugar o mal, não é verdade?

Você acredita que o planeta poderá se purificar ou nosso fim será irremediável?
Não sei se eu usaria a palavra “purificar”, mas sem dúvida reformar-se, regenerar-se. Para a filosofia espírita, aliás, todo esse momento de comoção mundial que hoje vivemos é mesmo um sinal dos tempos, daquilo que a tradição cristã chama de “juízo”. Não obstante, segundo a interpretação que lhe dá, a finalidade de tal momento na história planetária é tão somente a preparação para ingressar em nova fase. Como civilização, deixaríamos o chamado “estado de provas e expiações” para adentrar o período de mundo regenerador. Nessa ocasião, a aspiração pelo bem prevalecerá, no entanto, caberá a nós e a quem mais aqui estiver botar a casa em ordem, pois haverá muito trabalho a fazer, muito a ser reconstruído, refeito, regenerado. Quanto tempo essa transição durará e com que grau de angústia ou sofrimento alcançaremos aquela fase? Depende de como agirmos aqui e agora. É esse o alerta contido em “2080”.

A ameaça ao meio ambiente tem um capítulo bem instigante. Qual a urgência dessa discussão em “2080”?
Embora o homem manipulasse o clima com fins geopolíticos, algo corrente e notório entre as grandes potências, tais como China, Japão, Rússia, Estados Unidos e Canadá, paradoxalmente não era capaz de dominar as variações climáticas extremas que aconteciam ali e acolá, em muitos países do mundo. Tudo o que vemos são apenas reações naturais, do próprio meio ambiente. A Terra está viva e dá sinais de querer sobreviver à humanidade, que ignorou, por milênios, que o mundo onde vive é um ente vivo. Na minha opinião, o planeta quer expelir de seu bojo o homem mau, semelhante a um tumor que precisa ser extirpado.

Vamos até o final de “2080”?
O mundo passava por transformações incríveis no início da década de 2080. Mas ainda não era o fim. Aquele era apenas o começo das dores, as dores do parto de uma nova civilização. Ocorreu o maior cataclismo da história dos Estados Unidos. A Big Apple se desestrutura, um bloco de pedra desceu como um míssil dos céus, tendo se mantido mesmo após o contato com a atmosfera terrestre. Londres se via em chamas e às voltas com a fúria celestial. Aviões ultrassônicos, dotados de tecnologias que lhes permitiam ascender às camadas mais externas da atmosfera terrestre, foram enviados para fragmentar os pedaços de asteroide, mas a manobra não foi suficiente.

 
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