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Cosmologia

Não ousaremos, neste singelo texto, aprofundar os complexos meandros da Cosmologia, conceituada como o ramo da Astronomia que estuda a origem, estrutura e evolução do Universo. Esse trabalho já vem sendo desenvolvido com brilhantismo por renomados cientistas. Nosso modesto esforço consiste apenas em fazer uma ligeira abordagem leiga do assunto, sob o ponto de vista da Doutrina dos Espíritos, e dela tentar extrair alguma conclusão filosófica da compreensão do mundo.
Em fevereiro deste ano, a imprensa mundial noticiou, com grande destaque, que foram realizadas
[...] duas descobertas de grande importância científica, diretamente relacionadas com uma das previsões mais importantes da teoria da Relatividade Geral de Einstein [publicada em 1916]: a primeira detecção direta de ondas gravitacionais e a primeira observação da colisão e fusão de um par de buracos negros.1
Tal evento, que teria acontecido em região do Espaço distante cerca de 1,3 bilhão de anos-luz, atingiu a Terra em setembro de 2015. O anúncio foi recebido com grande entusiasmo pela comunidade científica. Do ponto de vista teórico, as ondas gravitacionais, por se tratar de oscilações no espaço tempo, carregam consigo energia na forma de "radiação gravitacional", propagando-se com a velocidade da luz. Especula-se que tal descoberta poderá, no futuro, causar uma revolução no conhecimento em termos do Universo e de suas leis físicas. As ondas gravitacionais, por decorrerem de alguns dos eventos mais potentes no Universo, poderão, por exemplo, fornecer informações valiosas sobre diversos aspectos, a saber: valores mais precisos para a taxa de expansão do Universo (medida pelo chamado parâmetro de Hubble); os processos intrínsecos às explosões das estrelas (as supernovas); novos detalhes sobre a física dos buracos negros; a natureza quântica da gravidade (através de novos insights com respeito ao gráviton, o quantum do campo gravitacional).
Esse fato histórico para a Ciência nos remete a um questionamento recorrente nos meios acadêmicos: Do que é feito
o Universo? Quão grande ele é? Alguém já teria conseguido contar, com precisão, o número de estrelas existentes no espaço? O Cosmos espanta não só pela sua grandiosidade e beleza, mas, sobretudo, pelos segredos que esconde. Os modelos científicos existentes dão conta de que apenas uma pequena parte dele seja visível (não conhecemos 95 % dele) e que, ao contrário do que se esperava, ele está em expansão acelerada:
Eis a receita [aproximada] do Universo: 5 % de átomos, 25 % de uma partícula elementar ainda não descoberta [representando a matéria escura] e 70 % de um meio difuso [conhecido como energia escura] com propriedades exóticas (pressão negativa), cuja origem não conhecemos ainda.
Sobre a origem do Universo, nossa ignorância é do tamanho dele: "Como Deus criou o universo?". Essa instigante pergunta Kardec formulou-a aos Espíritos Superiores. A surpreendente resposta não tardou, tendo sido catalogada na questão 38 de O Livro dos Espíritos da seguinte maneira:
Para me servir de uma expressão comum: por sua Vontade. Nada representa melhor essa vontade todo-poderosa do que estas belas palavras da Gênese (1:3): Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.
É óbvio que, na quadra evolutiva atual, ainda estamos muito longe de sondar, com precisão, os arcanos da criação do Universo. Há muitas teorias sedutoras, no meio científico, que têm sido formuladas por denodados especialistas humanos, mas quase todas elas esbarram em incógnitas cada vez mais intrigantes.
Do ponto de vista espírita, aprendemos que "o começo absoluto das coisas [...] remonta a Deus"; que o mundo, no nascedouro, não se apresentou assente "na sua virilidade e na sua plenitude de vida"; e que "o poder criador nunca se contradiz e, como todas as coisas, o universo nasceu criança".
Ensinam os Espíritos que o Fluido Cósmico Universal é a matéria elementar primitiva, da qual derivam todos os demais tipos de fluidos, seja em que estado for, constituindo, por isso, a origem de todos os corpos orgânicos e não orgânicos. É ?o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e jamais adquiriria as propriedades que a gravidade lhe dá?.
A partir desses ensinos, deduzimos que o Fluido Cósmico Universal constitui o ambiente onde os mundos nascem, se desenvolvem e desaparecem na eternidade, num movimento contínuo de renovação permanente, cenário em que desponta um ator importantíssimo: o Espírito imortal. Tendo criado o Fluido Cósmico Universal, a Suprema Inteligência utiliza este poderoso fluido para plasmar o Universo, de acordo com sua vontade. No decorrer desse processo, em algum momento que não conseguimos detectar, o Criador utiliza como "cobradores" os próprios Espíritos.
E arremata Kardec, na quinta obra básica por ele codificada:
Efetua-se assim a criação universal. [...] sendo as operações da natureza a expressão da vontade divina, Deus há criado sempre, cria incessantemente e nunca deixará de criar.
Na questão 39 de O livro dos espíritos, Kardec complementa a pergunta anterior (questão 38), indagando: Podemos conhecer o modo de formação dos mundos? E a resposta fulminante e concisa não tardou:
Tudo o que se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço.
Como visto, na questão 38, o Codificador perguntou "como" Deus criou o Universo, tendo sido respondido que foi pela vontade do Criador. Na questão 39, porém, a pergunta foi sobre o "modo" de formação dos mundos. A resposta, tão eloquente quanto a anterior, dá uma pista para os pesquisadores humanos que buscam decifrar os segredos do Universo: "Tudo o que se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no espaço".
Ainda no capítulo sexto de A Gênese, sob o título "Uranografia geral", os professores do espaço elaboraram um ensaio sobre a origem do sistema solar, informando-nos que a matéria cósmica se condensou sob a forma de imensa nebulosa, sob o influxo das leis universais que regem a matéria, tomando a forma de um esferoide que adquiriu movimento circular produzido pela gravitação até adquirir a forma lenticular.
Com a aceleração do movimento da nebulosa, esta se condensou, aumentando o seu raio e fazendo com que predominasse a força centrífuga em relação à atração central, destacando-se desse anel em movimento uma nova massa, isolada da primeira, mas conservando o movimento equatorial que, modificado, se transformou em movimento de translação em torno do Sol, cujo novo estado lhe deu um movimento de rotação em torno de seu próprio eixo.
A seguir, "a nebulosa geratriz, que deu origem a esse novo mundo, condensou-se e retomou a forma esférica, mas, como o primitivo calor, desenvolvido por seus diversos movimentos, só com extrema lentidão se enfraqueceu", o fenômeno ora descrito se reproduziu "muitas vezes e durante longo período", até que a nebulosa se tornasse
[...] bastante densa, bastante sólida, para oferecer resistência eficaz às modificações de forma, que o seu movimento de rotação sucessivamente lhe imprime.
E arrematam os engenheiros siderais:
[...] Ela [a nebulosa geratriz][...] não terá dado nascimento a um só astro, mas a centenas de mundos destacados do foco central, saídos dela pelo modo de formação mencionado acima. Ora, cada um de seus mundos, revestido, como o mundo primitivo, das forças naturais que presidem à criação dos universos gerará sucessivamente novos globos que desde então lhe gravitarão em torno, como ele, juntamente com seus irmãos, gravita em torno do foco que lhes deu existência e vida. Cada um desses mundos será um Sol, centro de um turbilhão de planetas sucessivamente destacados de seu equador. Esses planetas receberão uma vida especial, particular, embora dependente do astro que os gerou.
Os planetas são, assim, formados de massas de matéria condensada, porém, ainda não solidificada, destacadas da massa central pela ação de força centrífuga e que tomam, em virtude das leis do movimento, a forma esferoidal, mais ou menos elíptica, conforme o grau de fluidez que conservaram. Um desses planetas será a Terra que, antes de se resfriar e revestir de uma crosta sólida, dará nascimento à Lua, pelo mesmo processo de formação astral a que ela própria deveu a sua existência. A Terra, doravante inscrita no livro da vida, berço de criaturas cuja fraqueza as asas da divina Providência protege, nova corda colocada na harpa infinita e que, no lugar que ocupa, tem de vibrar no concerto universal dos mundos.
Curioso notar que o ensaio uranográfico contido em A Gênese, de Kardec, para a origem do sistema solar, assemelha-se à hipótese moderna, que é "baseada na hipótese nebular, sugerida em 1755 pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), e desenvolvida, em 1796, pelo matemático francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827), em seu livro Expositiondu Système du Monde".
Como visto, a condensação da matéria disseminada no espaço torna o Universo visível aos nossos olhos, sob a regência de sábias e eternas leis, cujo funcionamento, em sua essência, ainda escapa à nossa acanhada compreensão de seres perfectíveis, de inteligências limitadas e percepções condicionadas ao plano sensorial.
O fato é que uma inteligência poderosíssima rege a sinfonia da Criação, isso não há como negar! Todo esse processo
de formação e evolução do mundo impressiona os cientistas que, apreciando apenas os fatores externos, imaginaram um mecanicismo frio e caótico no funcionamento do Universo, agora substituído pela teoria quântica, mas que continua desafiando a compreensão de todos.
Ao final dessas modestas reflexões, baseadas nos ensinos dos Espíritos Superiores, que não têm, em absoluto, a vã pretensão de desafiar a cátedra da Academia nem de estabelecer teses científicas, tiramos uma conclusão pessoal: enquanto os cientistas não considerarem o Espírito nas equações de suas pesquisas, terão enormes dificuldades para avançar em seus cometimentos; continuarão andando em círculos, sem achar a saída dos labirintos da Natureza.
Enfim, para compreender o Cosmos em sua origem, formação e destino, os compêndios humanos não bastam. É preciso também levar em conta a existência de um mundo causal - o Mundo dos Espíritos -, que interage incessantemente com o mundo material e aponta para a existência de leis soberanas regidas por uma vontade oculta.

 

Fonte: Revista Reformador - Federação Espírita Brasileira

 
 
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