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Cassini mergulha nos anéis de Saturno
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Impressão de artista da sonda Cassini da NASA que mostra a divisão entre Saturno e os seus anéis. Crédito: NASA/JPL-Caltech

 

A sonda Cassini da NASA está de volta ao contato com a Terra depois do seu primeiro mergulho bem-sucedido através da estreita abertura entre o planeta Saturno e os seus anéis em 26 de abril de 2017. A nave espacial encontra-se no processo de transmissão de dados científicos e de engenharia recolhidos durante essa passagem, via Complexo Goldstone da DSN (Deep Space Network) da NASA no Deserto de Mojave na Califórnia. EUA. A DSN adquiriu o sinal da Cassini às 07:56 de dia 27 de abril (hora portuguesa) e os dados começaram a aparecer às 08:01 do mesmo dia.
"Na maior tradição de exploração, a sonda Cassini da NASA, mais uma vez, abriu novos caminhos, mostrando-nos novas maravilhas e demonstrando onde a nossa curiosidade nos pode levar quando nos atrevemos," comenta Jim Green, diretor da Divisão de Ciência Planetária na sede da NASA em Washington.
Enquanto mergulhava através da divisão, a Cassini passou a 3000 km do topo das nuvens de Saturno (onde a pressão do ar é de 1 bar - comparável à pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) e a cerca de 300 km da orla mais interna e visível dos anéis.
Apesar dos gerentes da missão estarem confiantes de que a Cassini ia passar com sucesso pela lacuna, tomaram precauções extra neste primeiro mergulho, pois a região nunca tinha sido explorada antes.
"Nenhuma nave espacial jamais esteve tão perto de Saturno. Só podíamos contar com previsões, baseadas na nossa experiência com os outros anéis de Saturno, com o que pensávamos que essa divisão entre os anéis e Saturno seria," comenta Earl Maize, gestor do projeto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. "Fico muito contente em informar que a Cassini passou pela divisão exatamente como planeado e saiu do outro lado em excelente forma."
A distância que separa os anéis e o topo da atmosfera de Saturno ronda os 2000 km. Os melhores modelos para a região sugeriam que se houvesse partículas do anel na área onde a Cassini cruzava o plano anular, que estas seriam minúsculas, na escala de partículas de fumo. A nave espacial passou por esta região a velocidades que rondam os 124.000 km/h em relação ao planeta, de modo que quaisquer partículas pequenas que atingissem uma área sensível podiam, potencialmente, ter desativado a nave espacial.
Como medida protetora, a sonda usou a sua grande antena parabólica de alto ganho (4 metros de diâmetro) como escudo, orientando-a na direção das partículas do anel em aproximação. Isto fez com que a sonda estivesse fora de contacto com a Terra durante a travessia do plano dos anéis, que ocorreu às 10h de dia 26 de abril. A Cassini estava programada para recolher dados científicos enquanto passava bem próximo do planeta e para, cerca de 20 horas depois, orienta-se para a Terra e fazer contacto.
Lançada em 1997, a Cassini chegou a Saturno em 2004. Após o último "flyby" pela grande lua Titã, no dia 22 de abril, a Cassini começou o que os técnicos da missão chamam de "Grande Final". Durante este último capítulo, a Cassini orbitará Saturno aproximadamente uma vez por semana, fazendo um total de 22 mergulhos entre os anéis e o planeta. Os dados deste primeiro mergulho vão ajudar os engenheiros a compreender se e como precisarão proteger a nave durante as próximas travessias do plano dos anéis. A sonda está numa trajetória que, eventualmente, a levará a mergulhar na atmosfera de Saturno - e assim terminar a sua histórica missão - no dia 15 de setembro de 2017.

 
 
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