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As imagens Mancha Vermelha de Júpiter enviadas pela sonda Juno
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Cientistas calculam que mancha tenha 16 mil quilômetros de diâmetro - o da Terra tem 12,7 mil km.
Foto: Nasa

 

Espaçonave da Nasa voou a cerca de 10 mil quilômetros da imensa e violenta tempestade que há séculos assola o maior planeta do Sistema Solar.

A Nasa, a agência espacial americana, publicou nesta quinta-feira imagens inéditas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, feitas pela sona Juno na semana passada.

A espaçonave sobrevoou a cerca de apenas 10 mil km de altura a imensa e violenta tempestade que há séculos assola o maior plante do sistema solar.

De acordo com cálculos dos cientistas, a Grande Mancha é duas vezes maior que a Terra e seus ventos sopram a mais de 640 km por hora.

Viajando a uma velocidade de 50 km por segundo, a Juno recolheu informações que a Nasa acredita serem fundamentais para entender o fenômeno que astrônomos observam desde o início do século 19.
"Durante centenas de anos, os cientistas observam e se questionam sobre a Grande Mancha", disse o cientista-chefe da missão, Scott Bolton.

"Agora temos as melhores imagens dessa tempestade famosa. Precisaremos de algum tempo para analisar todo os dados enviados pela sonda e seus oito instrumento científicos para lançarmos nova luz sobre passado, presente e futuro da Grande Mancha".

O sobrevoo da Grande Mancha fez parte da sexta volta que a sonda deu ao redor de Júpiter - a primeira ocorreu em 27 de agosto do ano passado -, em que os cientistas esperam desvendar mais mistérios sobre o planeta.
O que se sabe até agora que a Grande Mancha é:
Têm diâmetro de 16 mil quilômetros.

As primeiras observações sobre sua existência datam de 1830, mas há registros de observações feitas por astrônomos de uma mancha vermelha na superfície de Júpiter no final do século 17.
Segundo cientistas, a tormenta parece estar diminuindo de tamanho.

Uma das grandes dúvidas do cientistas é sobre o que dá à Grande Mancha a cor avermelhada. A teoria vigente é que isso seja resultado da presença de nuvens formadas por amoníaco, ácido sulfídrico e água.

Outra questão é por que a tempestade continua ativa depois de centenas de anos. Alguns cientistas acreditam que a tormenta tem raízes profundas, e por isso é necessário investigar que há debaixo das nuvens.
Algo que a Juno tentará fazer em sua próxima aproximação de Júpiter, em setembro.

 
 
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