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O sono e os sonhos: a emancipação da alma
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Pesquisa: Elio Mollo - www.aeradoespirito.com.br

 

Sono (do latim somnu, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros vertebrados, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.

O sono natural é a suspensão momentânea da vida de relação. Entorpecimento dos sentidos durante o qual são interrompidas as relações da alma com o mundo exterior por meio dos órgãos.

Dizer que o Espírito encarnado permanece voluntariamente no envoltório corporal é como perguntar se o prisioneiro está satisfeito sob as chaves. O Espírito encarnado aspira incessantemente à libertação, e quanto mais grosseiro é o envoltório, mais deseja ver-se desembaraçado.

Durante o sono, a alma não repousa como o corpo, pois o Espírito jamais fica inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não necessita do Espírito. Então ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.

Pelo sonho. Quando o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdades que no estado de vigília. Tem a lembrança do passado e às vezes a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com os outros Espíritos, seja deste mundo, seja de outro. É comum dizermos ou ouvir dizer: "Tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nenhuma verossimilhança". Puro engano. É quase sempre uma lembrança de lugares e de coisas que vimos ou que veremos numa outra existência ou em outra ocasião. O corpo estando adormecido, o Espírito trata de quebrar as suas cadeias para investigar no passado ou no futuro.

O sonho é o efeito da emancipação da alma durante o sono. Quando os sentidos ficam entorpecidos os laços que unem o corpo e a alma se afrouxam. Nesse estado a alma torna-se mais livre e recupera em parte suas faculdades de Espírito entrando mais facilmente em comunicação com os seres do mundo espiritual. A recordação que ela conserva ao despertar, do que viu em outros lugares e em outros mundos, ou em suas existências passadas, constitui o sonho propriamente dito. Sendo esta recordação apenas parcial, quase sempre incompleta e entremeada com recordações do estado de vigília, resultando com isso, uma concatenação produzindo esses conjuntos estranhos que parecem sem sentido, pouco mais ou menos como seria a narração à qual se houvessem truncado, aqui e ali, fragmentos de linhas ou de frases.

O que é que fazemos quando dormimos; o que são os sonhos?

O sono liberta parcialmente a alma do corpo. Quando o homem dorme, momentaneamente se encontra no estado em que estará de maneira permanente após a morte. Os Espíritos que logo se desprendem da matéria, ao morrerem, tiveram sonhos inteligentes. Esses Espíritos, quando dormem, procuram a sociedade dos que lhes são superiores: viajam, conversam e se instruem com eles; trabalham mesmo em obras que encontram concluídas, ao morrer.

Isto, para os Espíritos elevados; pois a massa dos homens que, com a morte, devem permanecer longas horas nessa perturbação, nesse estado de incerteza, vão, seja a mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, seja à procura de prazeres talvez ainda mais baixos do que possuíam aqui; vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professavam quando encarnados. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de sentirem, ao acordar, ligados pelo coração daqueles com quem acabam de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer. O que explica também as antipatias invencíveis é que sentem, no fundo do coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da sua, porque as conhecem sem jamais as terem visto. É ainda o que explica a indiferença, pois não procuram fazer novos amigos quando sabem ter os que os amam e os querem. Numa palavra: o sono influi muito mais do que imaginamos, sobre as nossas vidas.

Por efeito do sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos, e é isso o que faz que os Espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar-se em nosso meio.

O sono é a porta que Deus nos abriu para o contato com os nossos amigos espirituais; é o recreio após o trabalho, enquanto esperamos o grande livramento, a libertação final, que deve restituir-nos ao nosso verdadeiro meio.

Destes fatos podemos aprender a não ter medo da morte, pois, pelo sono, morremos todos os dias, segundo a expressão de um santo.

O sonho é a lembrança do que o nosso Espírito viu durante o sono; mas podemos observar que nem sempre sonhamos, porque nem sempre nos lembramos daquilo que vimos, ou de tudo o que vimos durante o sono. Isso porque a nossa alma não possui todo o desenvolvimento necessário, assim, frequentemente nos resta apenas a lembrança da perturbação que acompanha a nossa partida e a nossa volta, a que se junta a lembrança do que fizemos ou do que nos preocupa no estado de vigília. Isto, explica os sonhos absurdos a que estamos sujeitos tanto os mais sábios quanto os mais simples. Os maus Espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

Na Revista Espírita de julho de 1865, Teoria dos Sonhos, podemos encontrar os sonhos divididos em três categorias caracterizadas pelo grau da lembrança gerado pelo estado de desprendimento no qual se acha o Espírito. São:

1º - Os sonhos que são provocados pela ação da matéria e dos sentidos sobre o Espírito, isto é, aqueles em que o organismo representa um papel preponderante pela mais íntima união entre o corpo e o Espírito. Nos lembramos claramente e, por pouco desenvolvida que seja a memória, dele conservamos uma impressão durável.

2º - Os sonhos que podem ser chamados mistos. Participam, ao mesmo tempo, da matéria e do Espírito. O desprendimento é mais completo. Nos recordamos ao despertar, para o esquecer quase que instantaneamente, a menos que uma particularidade venha despertar a lembrança.

3º - Os sonhos etéreos ou puramente espirituais. São produtos só do Espírito, que está desprendido da matéria, tanto quanto o pode estar na vida do corpo. Não nos recordamos, ou resta uma vaga lembrança de que se sonhou. Nenhuma circunstância poderia trazer à memória os incidentes do sono.

Outra espécie de sonho é como o sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos. Esse tipo de sonho é a lembrança da alma inteiramente liberta do corpo, a recordação dessa segunda vida de que há pouco tratamos.

Podemos dizer que os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares, os mais distantes ou que jamais se viu, e algumas vezes mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que retraça na memória os acontecimentos verificados na existência presente ou nas existências anteriores. A extravagância das imagens referentes ao que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas de coisas do mundo atual, formam esses conjuntos bizarros e confusos que parecem não ter nem senso, nem nexo.

A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas decorrentes da lembrança incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem truncado frases ou partes de frases ao acaso: os fragmentos restantes, sendo reunidos, perderiam toda significação racional.

Por que não nos recordamos sempre dos sonhos? Nisso que chamamos sono só temos o repouso do corpo, porque o Espírito está sempre em movimento. No sono, ele recobra um pouco de sua liberdade e se comunica com os que lhe são caros, seja neste ou em outros mundos. Mas, como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões recebidas pelo Espírito, mesmo porque o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.

Os sonhos não são verdadeiros, como entendem os ledores da sorte, pelo que é absurdo admitir que sonhar com uma coisa anuncia outra. Eles são verdadeiros no sentido de apresentarem imagens reais para o Espírito, mas que, freqüentemente, não têm relação com o que se passa na vida corpórea. Muitas vezes ainda, são uma recordação. Podem ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa no momento em outro lugar, a que a alma se transporta. Temos numerosos exemplos de pessoas que aparecem em sonhos para advertir parentes e amigos do que lhes está acontecendo. Essas aparições, são a alma ou o Espírito dessas pessoas que se comunicam com os encarnados durante o sono. Quando adquirirmos a certeza de que aquilo que vimos realmente aconteceu, isso será uma prova de que a imaginação nada tem com o fato, sobretudo se o ocorrido absolutamente não estava no nosso pensamento durante a vigília.

Freqüentemente se veem em sonhos coisas que parecem pressentimentos e que podem cumprir-se para o Espírito, apesar de não se cumprirem para o corpo. Quer dizer que o Espírito vê aquilo que deseja, porque vai procurá-lo. Não se deve esquecer que, durante o sono, a alma está sempre mais ou menos sob a influência da matéria, e, por conseguinte não se afasta jamais completamente das ideias. Disso resulta que as preocupações da vigília podem dar, àquilo que se vê, a aparência do que se deseja ou do que se teme. A isso é que realmente se pode chamar um efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma ideia, liga-se a ela tudo o que se vê.

Quando vemos em sonho pessoas vivas, que conhecemos perfeitamente, praticarem atos em que absolutamente não pensam, é que seus Espíritos podem visitar-nos, como nos emancipados pelo sono, também, podemos visitá-los, e nem sempre sabemos o que pensam. Além disso, freqüentemente aplicamos, a pessoas que conhecemos, e segundo os nossos desejos, aquilo que se passou em outras existências ou se passa nesta.

Não é necessário o sono completo, para a emancipação do Espírito. O Espírito recobra a sua liberdade quando os sentidos se entorpecem, assim, ele aproveita, para se emancipar, todos os instantes de descanso que o corpo lhe oferece. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, e quanto mais fraco estiver o corpo, mais o Espírito estará livre. É assim que o cochilar, ou um simples entorpecimento dos sentidos, apresenta muitas vezes as mesmas imagens do sonho.

Parece-nos, às vezes, ouvirmos em nosso íntimo palavras pronunciadas distintamente, e que não têm nenhuma relação com o que nos preocupa, e até mesmo frases inteiras, sobretudo quando os sentidos começam a se entorpecer. Isso pode ser o fraco eco de um Espírito que deseja comunicar-se conosco.

Muitas vezes, num estado que ainda não é o cochilo, quando temos os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras das quais apanhamos os pormenores mais minuciosos. Podemos dizer que em estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar a sua cadeia, assim, ele se transporta e vê, e se o sono fosse completo, isso seria um sonho.

Têm-se às vezes, durante o sono ou o cochilo, ideias que parecem muito boas, e que, apesar dos esforços que se fazem para recordá-las, se apagam da memória. Essas ideias são o resultado da liberdade do Espírito, que se emancipa e goza, nesse momento, de mais amplas faculdades. Freqüentemente, também, são conselhos dados por outros Espíritos. Podemos perguntar: De que servem essas ideias ou esses conselhos, se a sua recordação se perde e não se pode aproveitá-los? É que essas ideias pertencem, algumas vezes, mais ao mundo dos Espíritos que ao mundo corpóreo, mas o mais freqüente é que se o corpo as esquece, o Espírito as lembra, e a ideia volta no momento necessário, como uma inspiração do momento.

O Espírito encarnado, nos momentos em que se desprende da matéria e age como Espírito, muitas vezes pressente a época de sua morte e às vezes tem dela uma consciência bastante clara, o que lhe dá, no estado de vigília, a sua intuição. É por isso que algumas pessoas prevêem às vezes a própria morte com grande exatidão.

A atividade do Espírito, durante o repouso ou o sono do corpo, pode fatigar a este, isto acontece porque o Espírito está ligado ao corpo, como o balão cativo ao poste. Assim, da mesma maneira que as sacudidelas do balão abalam o poste, a atividade do Espírito reage sobre o corpo, e pode produzir-lhe fadiga.

 
 
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