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"Uma hora vão ter que acordar prá vida"
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- Vânia Mugnato de Vasconcelos

No meio espírita se diz que "quem não vai pelo amor, vai pela dor". Parece clichê, mas é indiscutível que tem sido a dor a motivar a mudança do ser humano em muitas oportunidades.

O título deste texto "Uma hora vão ter que acordar prá vida", falado por um caminhoneiro a motoristas que estavam na fila para abastecer mais caro durante a greve dos primeiros, mostra essa dificuldade do homem aprender sem escolher a dor.

A humanidade parece ter perdido a capacidade de "ser com o outro", de sentir empatia, de dar as mãos nas lutas que favorecem a coletividade. Especialmente a população brasileira perdeu o patriotismo e o sentimento de cidadania, tornou-se individualista ao extremo, mesmo com seus rompantes de caridade e amor ao próximo.

Parece contradição, todavia há um trecho da música de Bezerra da Silva ("Meu Pirão Primeiro") que tem sido bastante citado ultimamente: "farinha pouca, meu pirão primeiro". Enquanto há farinha, há caridade; na escassez, cada um por si.

Confesso tristemente que minha recente experiência no Japão salientou aos meus olhos a infeliz realidade no Brasil, de um povo que quer criar um novo futuro sem agir de forma coerente com esse desejo.

É um povo que ri de tudo, até da própria desgraça, e isso, que é bom a princípio, se torna negativo, porque não só ri, também aceita a desgraça como o gado aceita ir para a entrada do abatedouro.

Uma das leis morais descritas em "O Livro dos Espíritos" é a Lei de Progresso. Na questão 781 Allan Kardec pergunta se é permitido ao homem deter a marcha do progresso, e a resposta expressa o que vemos no dia a dia: "não, mas pode entravá-la algumas vezes".

Grande parte da humanidade ainda busca aquilo que despreza, e na prática despreza aquilo que deseja. Deseja paz, amor, união, honestidade, fraternidade, solidariedade e equilíbrio material, mas age de forma egoísta, pretensiosa, individualista e as vezes tão desonestamente quanto alguns de seus piores modelos.

Não haverá um futuro melhor enquanto não se trabalhar por ele. E não existe nenhuma possibilidade de ser feliz sozinho, portanto o futuro melhor depende e será para todos!

Certo estava o caminhoneiro ao dizer que um dia todos terão que acordar para a vida, pena que ainda tantos escolham a dor como motivação, quando um pouco mais de união, boa vontade e amor resolveria tudo mais facilmente.

 

- Palestrante espírita.
- www.espirito.org.br

 
 
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