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NASA empreende esforços para recuperação do Opportunity
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Planeta Vermelho, cortesia da câmara MARCI (Mars Color Imager) a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

 

O rover Opportunity da NASA está em silêncio desde o dia 10 de junho, quando uma tempestade de poeira que envolveu o planeta Marte cortou a energia solar do veículo com quase 15 anos. Agora que os cientistas pensam que a tempestade global está a "decair" - o que significa que está a cair mais poeira da atmosfera do que está sendo elevada - os céus podem ficar claros o suficiente para que o rover movido a energia solar recarregue as suas baterias e tente "telefonar" para casa.

Ninguém saberá o estado do rover até que este fale. Mas a equipe realça que há motivos para estar otimista: realizaram vários estudos sobre o estado das suas baterias antes da tempestade e das temperaturas no seu local à superfície de Marte. Dado que as baterias estavam relativamente de boa saúde antes da tempestade, não é provável que exista muita degradação. E como as tempestades de poeira tendem a aquecer o ambiente - e a tempestade de 2018 ocorreu quando o local do Opportunity em Marte entrava no verão - o rover deverá ter ficado quente o suficiente para sobreviver.

Quais são os sinais que os engenheiros do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, estão a procurar - e o que é que significam para os esforços de recuperação?

Um tau abaixo de 2
As tempestades marcianas de poeira impedem que a luz solar alcance a superfície, elevando o nível de uma medida chamada "tau". Quanto mais alto o tau, menos luz solar está disponível; o último tau medido pelo Opportunity foi de 10,8 no dia 10 de junho. Em comparação, um tau médio para a sua localização em Marte é geralmente de 0,5.

Os engenheiros do JPL prevêem que o Opportunity precise de um tau inferior a 2,0 para que o rover movido a energia solar possa recarregar as suas baterias. Uma câmara de grande angular a bordo da MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA observará as características da superfície tornando-se visíveis à medida que os céus ficam mais limpos. Isso ajudará os cientistas a estimar o tau.

Duas maneiras de ouvir o Opportunity
Várias vezes por semana, os engenheiros usam a DSN (Deep Space Network) da NASA, que comunica entre as sondas planetárias e a Terra, para tentar conversar com o Opportunity. As enormes antenas da DSN "sondam" o rover durante horários agendados para este "acordar" e, em seguida, procuram sinais enviados em resposta pelo Opportunity.

Além disso, o grupo de ciências de rádio do JPL usa equipamentos especiais nas antenas da DSN que podem detectar uma gama mais ampla de freqüências. Cada dia, registram qualquer sinal de rádio de Marte durante a maior parte das horas diurnas do rover, e pesquisam os dados em busca da "voz" do Opportunity.

Quando o rover falha
Quando o Opportunity sofre um problema, pode entrar nos denominados "modos de falha", onde automaticamente toma medidas para manter a sua saúde. Os engenheiros estão a preparar-se para três modos de falha, caso ouçam o Opportunity de volta.

- Falha de baixa energia: os engenheiros assumem que o rover entrou num modo de baixa energia logo após ter parado de comunicar no dia 10 de junho. Este modo faz com que o rover hiberne, supondo que vai acordar quando houver mais luz solar para recarregar as baterias;

- Falha do relógio: o relógio "onboard" do rover é fundamental para operar em hibernação. Se o rover não souber que horas são, não sabe a que horas deve tentar comunicar. O rover pode usar pistas ambientais, como um aumento na luz solar, para fazer suposições sobre a hora;

- Falha de "uploss": quando o rover não tem notícias da Terra há muito tempo, pode entrar no modo de falha "uploss" - um aviso de que o seu equipamento de comunicações pode não estar funcionando. Quando passa por este modo de falha, começa a verificar o equipamento e tenta diferentes maneiras de comunicar com a Terra.

O que acontece se os engenheiros tiverem notícias do Opportunity?
Depois do primeiro sinal do Opportunity, recebido pelos engenheiros, poderá levar várias semanas antes que o mesmo aconteça. É como se um paciente saísse de um coma: leva tempo para recuperar completamente. Talvez sejam necessárias várias sessões de comunicação antes que os engenheiros tenham informações suficientes para agir.

A primeira coisa a fazer é reunir mais informações sobre o estado do rover. A equipe do Opportunity vai solicitar um histórico das baterias, das células solares e solicitar a sua temperatura. Se o relógio tiver perdido a noção do tempo, será feito o seu "reset". O rover poderá tirar fotografias de si próprio para ver se a poeira está acumulada em partes sensíveis, e poderá testar os atuadores para ver se a poeira se infiltrou no interior, afetando as juntas.
Depois de reunirem todos estes dados, os operadores debatem se o rover está pronto para tentar uma recuperação completa.

Ainda não está livre de perigo
Mesmo que os engenheiros ouçam novamente o Opportunity, existe a possibilidade real de que o rover possa já não ser o mesmo.

As baterias do rover podem ter descarregado tanta energia - e ter ficado inativas durante tanto tempo - que a sua capacidade está reduzida. Se essas baterias não conseguirem guardar tanta energia como no passado, isso poderá afetar as operações continuadas do rover. Também poderá significar que o comportamento de drenagem energética, como, por exemplo, manter os aquecedores ligados durante o inverno, pode esgotar as baterias.

A poeira geralmente não é um grande problema. As tempestades anteriores espalharam poeira nas lentes das câmaras, mas a maior parte saiu com o tempo. Qualquer poeira restante pode ser calibrada.

 
 
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