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Todo mundo pode ser competente, inclusive você e eu!
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Geraldo Campetti Sobrinho*

Toda vez que nos propomos a fazer alguma coisa, procuramos agir sempre da melhor forma possível. Sobretudo quando somos um tanto quanto perfeccionistas. A busca pela perfeição é quase infinita, e parece que nunca estamos totalmente satisfeitos com os resultados.

O perfeccionismo, longe de ser uma qualidade positiva, pode ser visto como algo negativo. Comumente, aquele que tem um perfil perfeccionista nunca está satisfeito com o que faz e, principalmente, com o que os outros fazem, por uma razão simples: não ficou do jeito que ele gostaria que ficasse. Aí vem a insistência em se refazer as coisas nos mesmos moldes, não se permitindo questionamentos nem se aceitando sugestões.

Detrás do perfeccionismo pode estar oculta uma série de questões a serem trabalhadas para que o indivíduo se autoeduque espiritualmente. A centralização é uma delas: geralmente, o perfeccionista é uma pessoa que costuma fazer as coisas a seu modo, e apenas esse jeito é o certo; não se habituou a delegar o serviço de sua responsabilidade. A insegurança é também marca registrada desse perfil. O indivíduo está sempre questionando a si e a outrem sobre o trabalho em andamento. Será que está bom mesmo?? Acho que ainda não está como eu gostaria. Será?... E nunca consegue concluir! É uma insegurança enorme...

Sermos competentes é nos esforçarmos para: 1) adquirir conhecimentos, o que significa estudarmos sempre, incansavelmente, mas também sem excessos; 2) colocar em prática, no dia a dia, as lições aprendidas, considerando que o conteúdo espírita não é adorno de vasta cultura meramente teórica geradora de frustração e vazio existencial, mas recurso valioso de transformação moral da Humanidade; e 3) ter atitude, que significa postura e vontade de realizar o necessário para a nossa e a felicidade daqueles com quem convivemos.

Não se trata de uma competência profissional, técnica, mas de competência humana, cristã, espírita: a que nos coloca diante de nós mesmos e do próximo, para o enfrentamento dos vícios, que fazem morada na intimidade do coração e da mente, e para a conquista de virtudes, que precisamos aprender a cultivar diariamente.

Ser competente, na visão espírita, é doar o melhor de nós, é fazer o que está ao nosso alcance, é chegar ao limite da capacidade, de forma saudável, reconhecendo que realizamos todo o possível. Na sua bondade infinita, Deus não exigirá de ninguém o que está além de suas forças e possibilidades.

Devemos nos contentar em fazer o possível e nos sentir realizados por isso, reconhecendo que amanhã será outro dia. Novas oportunidades surgirão. Sigamos em frente, amparados pela Proteção Divina! Os benfeitores espirituais desejam nosso bem e vibram para que sejamos vitoriosos ante os desafios da vida.
Acredite: todo mundo pode ser competente, inclusive você e eu!

 

- Vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. Coordenador da FEB Editora.

 
 
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