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A reforma íntima na prática
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Paulo Sérgio Weirich*

Muito se ouve falar na necessidade de se fazer a reforma íntima, principalmente nos meios espíritas, tendo como base o pentateuco compilado de Allan Kardec.

Mas o que realmente é a reforma íntima? Como fazer essa transformação que está em consonância com as leis naturais, leis divinas, como nos ensinava o Divino Mestre?

Em primeiro lugar é preciso ter vontade de mudar, desejar a transformação interior que vai acelerar nosso processo evolutivo.

Mas, para isso, também é necessário sermos humildes para reconhecermos nossos equívocos, nossas atitudes diárias com nossos irmãos de jornada, nossas palavras proferidas sem pensar, que, muitas vezes, ferem mais que uma agressão física.

Sabemos também que, no seio da família, reencarnam espíritos com os quais temos que nos harmonizar, aparar arestas do passado, e sintonizar numa vibração de amor e fraternidade, expressão maior da verdadeira caridade.

Muitas vezes, o filho agressivo e ingrato expressa sua revolta pelo abandono em outra experiência cármica. A esposa com a qual nos atritamos seguidamente nada mais é do que a mulher insegura e magoada que traímos no passado.

Enfim, como nos lembra a veneranda Joanna de Ângelis, "a família permanece como educandário de elevado significado para a formação da personalidade e desenvolvimento afetivo, mediante os quais torna-se possível ao espírito encarnado a aquisição da felicidade".

É no lar que reencarnam nossos algozes do passado, invertendo-se os papéis, para que seja praticada, num primeiro momento, a almejada reforma íntima. O grupo doméstico, como também enfatiza Joanna, continua sendo o pequeno grupo doméstico onde inicia-se a experiência da fraternidade universal.

A máxima do Cristo: "amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" resume a Lei Maior de todo o Universo. Nunca fazermos ao nosso irmão aquilo que não gostaríamos que nos fosse feito. A lei do amor e da fraternidade que nos leva ao determinismo da evolução e à condição de espíritos puros.

Portanto, meus irmãos, é um equívoco se pensar que é muito mais fácil amar os que estão próximos no educandário da família do que aqueles que nos cercam em outros círculos de relacionamento.

É fundamental que iniciemos a tão falada reforma íntima e a prática da caridade em nossa família, para que possamos ter condições de amar e sermos caridosos com nossos demais familiares que não convivem diretamente conosco, com nossos vizinhos, amigos, colegas de trabalho, etc.

A vontade de mudar e o estado de humildade, em oposição ao egoísmo e ao orgulho, predominantes nos dias atuais, como vimos, são pré-requisitos para nossa real transformação em seres de luz, com o amor no coração, com indulgência, com benevolência e respeito, sem quaisquer preconceitos e, sobretudo, sem julgar nosso semelhante em sua trajetória evolutiva.

Isso tudo representa a verdadeira caridade, que não se resume em dar esmolas ou bens materiais aos necessitados, mas na prática do amor e da fraternidade, que também envolve tolerância, compreensão, uma palavra de consolo, um abraço, ou simplesmente ouvir o desabafo de um irmão necessitado.

É importante que coloquemos em prática a reforma íntima, sinônimo da fraternidade universal, abandonando nossa zona de conforto e aquele pensamento que, muitas vezes, invade nossa mente, segundo o qual "se não mudei até agora, é muito tarde, eu sou assim, não vou mudar".

Ledo engano, sempre é tempo para mudança e transformação. Como nos diz o Chico, expressando a sabedoria de Emmanuel: "Não nos é possível voltar e fazer um novo começo, mas podemos recomeçar e fazer um novo fim". A hora é agora! Os tempos são chegados!

 

* Expositor espírita e presidente da Fraternidade Cósmica

 
 
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