Café com Ufos
 
Livros - Lançamentos e Dicas de Leitura
 
Entrevistas com Autores
 
Fotos de OVNIs
 
Casos Ufológicos
 
Galeria de Fotos
 
Vídeos Ufológicos
 
 
 
 
Clima
 
 
Cientistas encontram pistas para explicar extinção de "dragões do mar"
* Clique na imagem, para ampliá-la.
 

Há cerca de 100 milhões de anos os oceanos esquentaram, o gelo polar derreteu e o nível dos mares aumentou de forma inédita.
Segundo os cientistas o ictiossauro, também conhecido como "peixe lagarto" ou "dragão dos mares", não conseguiu se adaptar às novas condições nos mares.
A pesquisa adiciona um último dado surpreendente para desvendar o mistério de como e por que este predador desapareceu.
"Nossos resultados fortalecem as evidências de que o aumento no nível dos mares e na temperatura dos mares reorganizou profundamente os ecossistemas marinhos há cerca de 100 milhões de anos", disse Valentin Fischer, da Universidade de Liège, na Bélgica, e também da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.
"O ictiossauro não conseguiu se adaptar. Eles evoluíram muito lentamente nos últimos 50 milhões de anos de sua existência. Quando o ambiente mudou rapidamente, eles não conseguiram acompanhar", acrescentou.

Família
Na época em que os dinossauros viviam na Terra, os oceanos eram o lar de vários tipos de ictiossauro.
Estes predadores marinhos tinham um corpo parecido com o do golfinho, o que dava ao ictiossauro velocidade e permitia que ele se alimentasse de peixes e lulas.
O ictiossauro viveu durante milhões de anos. Eles apareceram no período Triássico, chegaram ao auge no Jurássico e então desapareceram no Cretáceo, vários milhões de anos antes da morte dos últimos dinossauros.
Teorias anteriores sobre o desaparecimento do ictiossauro se concentraram mais nos alimentos preferidos da criatura, que podem ter desaparecido dos oceanos à medida que outros animais, como tubarões e outros peixes vertebrados, começaram a surgir.
Mas depois de elaborar uma árvore genealógica complexa traçando a evolução dos ictiossauros, os cientistas desta última pesquisa concluíram que a falta de alimento teria sido apenas um entre vários fatores ligados à extinção do animal.
"Embora o aumento nas temperaturas e no nível dos mares demonstrado em registros geológicos no mundo todo pode não ter afetado diretamente os ictiossauros, fatores relacionados como mudanças na disponibilidade de comida, rotas migratórias, animais rivais e locais de nascimento são fatores potenciais, provavelmente ocorrendo juntos, que levaram à extinção do ictiossauro", disse Fischer.

Efeito estufa
David Martill, pesquisador da Universidade de Portsmouth, na Grã-Bretanha, não participou do estudo, mas ao analisar a pesquisa disse concordar que a mudança para um mundo mais quente - como uma "superestufa" - pode ter tido um impacto enorme nos habitats de animais terrestres e aquáticos.
O ictiossauro dividia os oceanos com outros grupos numerosos de répteis marinhos de grande porte como plesiossauro e mosassauro. Mas o ictiossauro conseguiu viver mais tempo do que estes dois últimos.
"Eles (os ictiossauros) só desapareceram junto com muitos outros animais. Há um mistério nisto. Acho que ainda é um enigma", afirmou Martill à BBC.
A famosa caçadora britânica de fósseis do século 19 Mary Anning descobriu o primeiro fóssil completo do ictiossauro na região de Dorset em 1810.
A descoberta de Anning causolu grande surpresa no mundo científico da época e forneceu provas para novas ideias a respeito da história da Terra.

 
 
+ Ciência e Tecnologia
 
 
grafitecom@gmail.com | (51) 3249.3700 – 99924.5300