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Astrônomos descobrem mais 100 mundos frios perto do Sol

Impressão de artista de uma das descobertas deste estudo, o par com grande separação que se conhece há mais tempo, constituído por uma anã branca e agora com uma anã castanha fria.

Crédito: NOIRLab/NSF/AURA/P. Marenfeld; Reconhecimento: William Pendrill

Os astrônomos e uma equipe de voluntários, investigadores de dados que participam no Backyard Worlds: Planet 9, um projeto de ciência cidadã, descobriram cerca de 100 mundos frios perto do Sol – objetos mais massivos do que planetas, mas mais leves que estrelas, conhecidos como anãs castanhas.

Com a ajuda do Observatório W. M. Keck em Maunakea, no Hawaii, a equipe de investigação descobriu que vários destes mundos recém-descobertos estão entre os mais frios conhecidos, alguns perto da temperatura da Terra, frios o suficiente para abrigar nuvens de água.

A descoberta e a caracterização de objetos astronômicos próximos do Sol são fundamentais para a compreensão do nosso lugar no Universo e da sua história. Mesmo assim, os astrônomos ainda esperam descobrir novos residentes da vizinhança solar. A descoberta do Backyard Worlds preenche uma lacuna na gama de anãs castanhas de baixa temperatura, identificando um elo perdido e há muito procurado dentro da população de anãs castanhas.

Para identificar várias das mais tênues e frias anãs castanhas recém-descobertas, o professor de física Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia em San Diego, e investigadores do Cool Star Lab usaram o sensível instrumento NIRES (Near-Infrared Echellette Spectrometer) do Observatório W. M. Keck.

Observações de acompanhamento usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, o Observatório Mont Mégantic e o Observatório Las Campanas também contribuíram para as estimativas de temperatura das anãs castanhas.

As anãs castanhas ficam em algum lugar entre os planetas mais massivos e as estrelas menores. Sem a massa necessária para sustentar as reações nucleares no seu núcleo, as anãs castanhas são às vezes chamadas de “estrelas falhadas”. A sua baixa massa, baixa temperatura e ausência de reações nucleares internas

tornam-nas extremamente fracas – e, portanto, extremamente difíceis de detectar. Por causa disso, ao procurar as anãs castanhas mais frias, os astrônomos só podem esperar detectar estes objetos relativamente perto do Sol.

Os voluntários do Backyard Worlds já descobriram mais de 1.500 estrelas e anãs castanhas perto do Sol; esta nova descoberta representa cerca de 100 das mais frias nessa amostra. Meisner diz que este é um recorde para qualquer programa de ciência cidadã, e 20 dos cientistas cidadãos estão listados como autores do estudo.

Conjuntos de dados do satélite WISE da NASA, bem como observações de arquivo de telescópios do Observatório Inter-Americano de Cerro Tololo e do Observatório Nacional de Kitt Peak, também foram fundamentais para a descoberta destas anãs castanhas.

“É empolgante terem sido avistadas primeiro por cientistas cidadãos,” disse Meisner. “As descobertas do Backyard Worlds mostram que os membros do público podem desempenhar um papel importante na reformulação da compreensão científica da nossa vizinhança solar.”

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