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Descoberto na Via Láctea um planeta fugitivo do tamanho da Terra

Impressão de artista de um evento de microlente gravitacional por um planeta “fugitivo”.

Crédito: Jan Skowron/Observatório Astronômico da Universidade de Varsóvia.

 

Conhecemos mais de 4.000 exoplanetas. Embora muitos não se assemelhem aos do nosso Sistema Solar, têm uma coisa em comum – todos orbitam uma estrela. No entanto, as teorias de formação e evolução planetária preveem a existência de planetas “fugitivos”, não ligados gravitacionalmente a qualquer estrela. De

fato, há alguns anos, astrônomos polacos da equipe OGLE do Observatório Astronômico da Universidade de Varsóvia forneceram a primeira evidência de tais planetas na Via Láctea. Escrevendo na revista The Astrophysical Journal Letters, os astrônomos do OGLE anunciaram a descoberta do menor planeta interestelar descoberto até agora.

Os planetas “fugitivos” não emitem virtualmente nenhuma radiação e – por definição – não orbitam nenhuma estrela hospedeira, portanto não podem ser descobertos usando métodos tradicionais de detecção astrofísica. No entanto, podem ser avistados usando um fenômeno astrofísico chamado microlente gravitacional. A microlente resulta da teoria da relatividade geral de Einstein – um objeto massivo (a lente) pode dobrar a luz de um objeto brilhante de fundo (a fonte). A gravidade da lente atua como uma grande lupa que curva e amplia a luz de estrelas distantes.

“Se um objeto massivo – uma estrela ou um planeta – passa entre um observador terrestre e uma estrela distante, a sua gravidade pode desviar e focar a luz da fonte. O observador medirá um breve aumento de brilho da estrela fonte,” explica o Dr. Przemek Mróz, pós-doutorado do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e autor principal do estudo. “As chances de observar microlentes são extremamente reduzidas, porque três objetos – a fonte, a

lente e o observador – têm que estar quase perfeitamente alinhados. Se observássemos apenas uma estrela fonte, teríamos que esperar quase um milhão de anos para ver a fonte como microlente,” acrescenta.

É por isso que os levantamentos modernos em busca de eventos de microlentes gravitacionais estão monitorando centenas de milhões de estrelas no centro da Via Láctea, onde as hipóteses de microlentes são as mais altas. O levantamento OGLE – liderado por astrônomos da Universidade de Varsóvia – está levando a cabo uma destas experiências. O OGLE é um dos maiores e mais longos levantamentos do céu, começou operações há mais de 28 anos. Atualmente, os astrônomos do OGLE estão usando o Telescópio de Varsóvia de 1,3 metro localizado no Observatório de Las Campanas, Chile. A cada noite limpa, apontam o seu telescópio para as regiões centrais da Galáxia e observam centenas de milhões de estrelas, à procura daquelas que mudam de brilho.

Os astrônomos do OGLE forneceram há alguns anos a primeira evidência de uma grande população de planetas “fugitivos” na Via Láctea. No entanto, o planeta recém-detectado é o menor já encontrado desta categoria. “A nossa descoberta demonstra que os planetas ‘fugitivos’ de baixa massa podem ser detectados e caracterizados usando telescópios terrestres,” diz o professor Andrze

A busca por planetas interestelares é um dos grandes impulsionadores científicos do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que está sendo construído pela NASA. O observatório tem lançamento previsto para meados da década de 2020.

A descoberta seria impossível sem observações de longo prazo realizadas pelo levantamento OGLE. Um dos primeiros objetivos do OGLE foi pesquisar e estudar matéria escura usando a técnica de microlente gravitacional. Os estudos atuais cobrem uma grande variedade de tópicos – procura de exoplanetas, o estudo da estrutura e evolução da Via Láctea e galáxias vizinhas, estudos de estrelas variáveis, quasares, transientes e corpos do Sistema Solar.

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